Escândalo na venda de ingressos para a Copa do Mundo

Um cartola da Fifa tenta lucrar com ingressos para Copa de 2006 e gera um verdadeiro escândalo a poucos meses do início do Mundial da Alemanha. Jack Warner, presidente da Concacaf (Confederação Centro-Americana e Norte Americana de Futebol), teria transferido para sua agência de viagem todos as entradas destinadas à Trinidad e Tobago, seu país. Warner é vice-presidente da Fifa e membro do comitê de finanças da entidade, além de ser dono da maior agência de turismo de Trinidad e Tobago, país que pela primeira vez se classificou para a Copa do Mundo.O escândalo apareceu quando a agência de viagens de Warner anunciou que estava vendendo em Trinidad pacotes para o Mundial, incluindo não apenas hotel e passagem, mas também os ingressos para as partidas.A Fifa já deixou claro que a venda de pacotes incluindo ingressos é ilegal. No total, 3,2 milhões de entradas estão sendo colocadas à venda para os 64 jogos do Mundial. Mas, diante da grande procura, a entidade optou por realizar um esquema de sorteio. Cada torcedor interessado em ver uma partida precisa se inscrever e esperar ser sorteado. Segundo a Fifa, cada ingresso que será vendido está sendo procurado por 14 pessoas. Já os clientes da agência de Jack Warner não terão de passar pelo mesmo processo que os demais torcedores de todo o mundo. Segundo os jornais do país, ele teria comprado todos os bilhetes destinados a sua federação. Com Trinidad e Tobago atuando em pelos menos três ocasiões - está no grupo de Suécia, Inglaterra e Paraguai -, o lucro da agência de Warner poderia chegar a US$ 20 milhões. Trinidad recebeu 8% dos ingressos para esses jogos, o que significaria 13 mil entradas. Já Jack Warner teria obtido as entradas por preços promocionais e agora os revende por meio de sua agência de viagem. Fifa afirma que uma empresa de auditoria fará uma avaliação de todas as federações antes da Copa. Mas com Warner controlando 35 federações que votaram por Joseph Blatter para presidente da Fifa, muitos duvidam da capacidade da entidade em punir o cartola.

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