Escudeiros de Luxemburgo têm papel decisivo

O sucesso do Cruzeiro na temporada deve-se, além da formação de um excelente time, à estratégia de Vanderlei Luxemburgo na composição de seu corpo de auxiliares mais próximos. O treinador praticamente reeditou no clube a comissão técnica da seleção brasileira de 1998 a 2000. Na estrutura da atual equipe campeã brasileira, fica faltando apenas a figura de Candinho, então braço direito de Luxemburgo após a Copa do Mundo da França, e hoje dirigindo o Al-Ittihad, da Arábia Saudita. Compõem o seleto grupo o coordenador Marcos Moura, o preparador físico Antonio Mello e o auxiliar-técnico Paulo César Gusmão. O primeiro é mestre em treinamento esportivo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ocupou o cargo de supervisor da seleção, quando desenvolveu trabalho útil para a equipe: ele tinha um banco de dados completo sobre a performance dos atletas selecionáveis em várias competições. Moura também é primo do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Com passagens por Flamengo e Corinthians, Mello era o titular da preparação física da seleção, enquanto Gusmão treinava os goleiros. Habilmente, Luxemburgo montou equipe forte fora de campo para ganhar títulos, deixar para trás a mácula de denúncias sobre crimes fiscais e de falsidade ideológica, entre outros, e assim se candidatar novamente à seleção, seu grande objetivo.

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