R.Garcia/EFE
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Espanha avisa que irá convocar brasileiro Diego Costa

Atacante participou de dois amistosos na seleção de Felipão

AE, Agência Estado

03 de outubro de 2013 | 16h33

A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) confirmou nesta quinta-feira que pretende convocar o brasileiro Diego Costa para defender a seleção campeã do mundo e bicampeã da Eurocopa. Segundo os espanhóis, o jogador do Atlético de Madrid só não será chamado para os dois próximos compromissos da equipe, semana que vem, porque sua documentação junto à Fifa não está completa. "Diego Costa não poderá ser convocado amanhã (sexta) por Vicente del Bosque para os jogos contra Bielo-Rússia e Georgia porque a Fifa exigiu documentações complementarem, que já estão em tramitação", disse a RFEF, em comunicado. A federação espanhola também afirma que o jogador conversou com Del Bosque nesta quinta-feira e afirmou que pretende jogar pela seleção da Espanha. Segundo a RFEF, a Fifa foi consultada sobre a possibilidade de Diego Costa jogar pelo time europeu e respondeu que é responsabilidade da federação nacional deixar o jogador elegível. Em nota, a entidade afirma ainda que Diego Costa é espanhol para todos os efeitos e vive e joga na Espanha desde 31 de agosto de 2007.

Para ele defender a seleção de Vicente Del Bosque, porém, falta um certificado da CBF afirmando que ele nunca jogou uma partida oficial pela seleção brasileira, em nenhuma categoria. O documento já foi solicitado. Diego Costa já marcou oito gols no Campeonato Espanhol e divide a artilharia com Lionel Messi. O atacante chegou a ser convocado em março por Luiz Felipe Scolari, participou de dois amistosos, mas não esteve na Copa das Confederações - o Brasil enfrentou a Espanha na final da competição. Assim, a CBF não pode impedir que a mudança se concretize. O jogador possui dupla nacionalidade desde 5 de julho. Na Espanha desde 2008, quando tinha 18 anos, Diego Costa teve passagens por diversos clubes do país por meio de empréstimos a partir do Atlético de Madrid. Há uma semana, Felipão criticou a possibilidade de perder Diego Costa. "Minha opinião sobre esse aspecto de naturalizar jogador é o de que a Fifa provavelmente esteja voltando às regras de 1930, 1940 ou 1950, quando Mazzola jogou por Brasil e pela Itália.

Isso também aconteceu com outros jogadores, como Di Stéfano, Preguinho e Puskas", disse o comandante, para depois ser irônico ao comentar possíveis futuras naturalizações aprovadas pela Fifa. "Acho estranho porque daqui um ano, dois anos ou 5 anos provavelmente um país contrate 20 jogadores e faça uma seleção. Porque o cara pode jogar um, dois ou cem amistosos por uma seleção, mas fazer a 101.ª partida por outro país em uma competição oficial. A Fifa reconhece isso, mas eu acho estranho e não sou eu que estarei discutindo isso com a Fifa", completou.  Em março, falando ao Estado, Diego Costa disse que seu sonho era defender a seleção brasileira. "Ele (Felipão) perguntou se eu gostaria de defender a seleção brasileira caso um dia surgisse uma oportunidade de ser convocado. Eu respondi que aquele era o meu sonho", afirmou o atacante, na ocasião.

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