Felipe Trueba/EFE
Felipe Trueba/EFE

Espanha descarta mudança de estilo após sufoco na semifinal

Jogadores avisam que continuarão privilegiando a posse de bola contra o Brasil

FERNANDO FARO - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2013 | 21h17

RIO - O calor imposto pela Itália na semifinal não alterará a forma da Espanha encarar o Brasil na final da Copa das Confederações, neste domingo, às 19 horas, no Maracanã. Após serem pegos de surpresa pela mudança de esquema de Cesare Prandelli, que povoou o meio campo e asfixiou o poder criativo de Xavi e Iniesta, os jogadores avisaram que continuarão impondo seu ritmo.

Os próprios jogadores admitiram que não esperavam que a adversária da última partida conseguissem executar tão bem o plano de jogo. Os italianos dominaram o primeiro tempo e parte do segundo e só não abriram o marcador porque Casillas fez ao menos três importantes defesas. Desta vez, a expectativa é que o "tiki-taka", modelo espanhol de toques curtos e rápidos, volte a ser executado com mais efetividade.

"A Itália quis dominar nosso meio-campo e isso nos dificultou porque não estamos acostumados a enfrentar adversários assim. Vamos tentar mudar isso e ver uma Espanha protagonista dessa vez para conquistar esse título", avisou Xavi, um dos que sofreu com a eficaz marcação. Para ele, a filosofia de jogo de La Roja se sustenta com as conquistas dos campeonatos europeus de 2008 e 2012 e da Copa de 2010.

"A Espanha tem uma filosofia muito clara já de muitos anos que nos deu muito sucesso. Apostar na posse de bola para sermos os protagonistas e os bons resultados nos faz crer que essa filosofia é válida", emendou o camisa 8.

Apesar de tradicionalmente moldar o adversário ao seu estilo de jogo, os espanhóis também monitoram de perto o adversário e avisam que Neymar é um bom jogador, mas não será o único a receber atenção dos marcadores.

"O Neymar é um excelente atleta, mas não podemos nos concentrar apenas nele porque existem diversos outros jogadores capazes de fazer a diferença. Muitos jogam na Europa e já conhecemos e alguns atuam no Brasil; eles mostraram nessa competição que podem surpreender", alertou o capitão Iker Casillas.

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