Espanha e Itália disputam semifinal em nome da honra

Clássico europeu de muita história e tradição define quem enfrenta o Brasil na quente Fortaleza

FERNANDO FARO, LUÍS AUGUSTO MONACO E PAULO FAVERO - Enviados especiais, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2013 | 07h41

FORTALEZA - Os sul-americanos se enfrentaram em Belo Horizonte, e agora é a vez de os representantes da Europa duelarem pelo direito de decidir o título com o Brasil domingo no Maracanã. Espanha e Itália, finalistas da Eurocopa do ano passado, colocarão em campo no Castelão, em Fortaleza, o peso da história e da tradição de duas das principais seleções do mundo – e ambas com fome de vitória.

 

A Espanha, modelo de bom futebol e vencedora dos dois últimos Europeus e do Mundial de 2010, quer o título da Copa das Confederações para completar sua vitrine de troféus – em 2009, na África do Sul, a equipe foi derrotada nas semifinais pelos Estados Unidos. A Itália, vice europeia, mudou de cara sob o comando de Cesare Prandelli e precisa de uma conquista para ganhar prestígio como um time que trocou a rigidez defensiva pelo toque de bola e disposição para atacar.

 

Na Eurocopa de 2012, os times se enfrentaram duas vezes. Na rodada de abertura, em Gdansk, houve empate por 1 a 1 num jogo em que os italianos foram superiores – como o técnico espanhol Vicente del Bosque admitiu na coletiva de ontem no Castelão. Na final, em Kiev, a Espanha deu um passeio e venceu por 4 a 0.

 

Prandelli montou o esquema para a partida de hoje inspirado na atuação de seu time em Gdansk. Como naquele dia, escalou três zagueiros. A diferença é que desta vez a Azzurra entrará em campo com seis meio-campistas e um atacante (Gilardino, que substituirá o cortado Balotelli), e na Eurocopa o time jogou no 3-5-2. A intenção do treinador é ter superioridade numérica no meio-campo para pressionar os passadores espanhóis – principalmente Xavi e Iniesta – e dificultar a armação das jogadas.

 

A volta de Pirlo – recuperado de uma contratura muscular na panturrilha direita – é uma ótima notícia para os seus planos de ficar com a bola o máximo possível e manter o jogo indefinido até o final. Ele acredita que quanto mais tempo o placar ficar equilibrado, mais chance o seu time terá de conseguir a vaga na final. Se a Espanha abrir vantagem cedo, será muito difícil reverter a situação debaixo de um sol de 30 graus e com o adversário escondendo a bola com a eficiência com que costuma fazer isso.

 

Piloto automático. Os espanhóis são há cinco anos o que Prandelli espera que a sua Itália seja um dia: um time que coloca a qualidade técnica a serviço do coletivo e que tem entrosamento tanto para construir jogo como para recuperar rapidamente a bola mesmo sem ter grandes marcadores no meio-campo, graças à pressão que consegue fazer no adversário que está de posse dela.

 

A Espanha pode jogar no piloto automático para vencer com autoridade, e a Itália precisará da força de sua camisa tetracampeã mundial e de muita determinação para subverter a lógica.

 

ESPANHA x ITÁLIA

 

ESPANHA - Casillas; Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro, Soldado (Torres) e Fabregas (David Silva). Técnico - Vicente del Bosque

 

ITÁLIA - Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Maggio, De Rossi, Pirlo e Giaccherini; Candreva (Montolivo) e Marchisio; Gilardino. Técnico - Cesare Prandelli

 

LOCAL - Castelão

 

ARBITRAGEM - Howard Webb (ING)

 

HORÁRIO - 16 horas

 

TRANSMISSÃO - Globo, Band e SporTV

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