Robert Ghement/EFE
Robert Ghement/EFE

Espanha enfrenta o Irã e luta contra o ‘fantasma’ de eliminação

Derrapada na estreia obriga o time do técnico Fernando Hierro a vencer nesta quarta-feira, às 15h, em Kazan

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2018 | 05h00

Os três gols de Cristiano Ronaldo no empate com Portugal deixaram a favorita Espanha pressionada na Copa do Mundo da Rússia. A derrapada logo na estreia obriga a equipe do técnico Fernando Hierro a vencer o Irã, se possível com um marcador convincente, às 15 horas (de Brasília) desta quarta-feira, na Arena Kazan, para evitar o “fantasma” do Mundial de 2014.

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Na Copa disputada no Brasil, os espanhóis entraram com o status de campeões mundiais. Mas foram eliminados na fase de grupos. Por isso, o empate na estreia acendeu o alerta na equipe europeia. “Vai ser uma partida complicada e complexa. O Irã é um time sólido em nível ofensivo e defensivo. Certamente vai nos trazer dificuldade”, prevê o técnico espanhol.

A preocupação é com a retranca montada pelo técnico Carlos Queiroz. Além disso, as faltas mais duras podem causar estrago no elenco espanhol. A seleção iraniana levou três cartões amarelos numa estreia que não era das mais complicadas, contra Marrocos – somente o Panamá sofreu mais advertências da arbitragem na 1.ª rodada da Copa. 

Demonstrando confiança em seu time, Hierro não deve fazer alterações no meio-campo e no ataque. Mas deve promover o retorno de Carvajal à lateral-direita. O jogador do Real Madrid sofreu lesão muscular na final da Liga dos Campeões, mas já está recuperado e treina com o grupo normalmente desde o domingo. Assim, nacho deve voltar ao banco.

 

Será a única mudança na seleção comandada por Hierro, que reforçou sua confiança em De Gea. O goleiro protagonizou falha feia na estreia, no segundo gol português. “De Gea vai jogar. O jogo contra Portugal já passou”, ressaltou o treinador.

Improvável líder do Grupo B, com três pontos, o Irã contou com a “sorte” para vencer o Marrocos na estreia. Um gol contra garantiu o triunfo. Queiroz sabe que desta vez sua seleção precisará mostrar mais futebol para, quem sabe, buscar um empate contra uma equipe recheada de estrelas, como Iniesta, Sergio Ramos, David Silva e o atacante Diego Costa. 

“É claro que eles têm jogadores melhores do que os nossos, mas nem sempre isso é o suficiente. Não temos ‘super-homens’ como a Espanha, mas uma rara capacidade de sacrifício, trabalho e concentração”, diz Queiroz, que não vai se contentar com um empate. “Vamos encarar a partida com atitude de quem quer vencer.”

O treinador praticamente confirmou que jogará na retranca contra os favoritos, na tentativa de resolver o jogo em apenas uma bola. “Queremos jogar a melhor partida possível e aproveitar o pequeno número de oportunidades que tivermos”, afirma o treinador, à frente da seleção iraniana desde 2011.

 

 

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