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Maxim Shemetov / Reuters
Maxim Shemetov / Reuters

Espanha supera Suíça nos pênaltis e se garante na semifinal da Eurocopa

Após empate por 1 a 1 no tempo normal e sem gols na prorrogação, espanhóis são mais eficientes nas cobranças e vencem por 3 a 1

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2021 | 15h57

Foi mais um jogo sofrido, desta vez com direito a pênaltis, mas a Espanha se superou novamente e se tornou a primeira semifinalista da Eurocopa. Nesta sexta-feira, os favoritos saíram na frente, permitiram o empate da Suíça por 1 a 1, mantido na prorrogação. E precisaram das penalidades para avançar, por 3 a 1, diante de 24.764 torcedores presentes na Arena de São Petersburgo, na Rússia.

Nas oitavas, a Espanha já tinha contado com a prorrogação para superar a Croácia. Nesta sexta, os riscos foram maiores. Os espanhóis foram surpreendidos pela postura ofensiva da Suíça durante a maior parte do jogo e tiveram dificuldade para superar a famosa retranca quando os rivais ficaram com um a menos em campo, na reta final do segundo tempo.

Com a torcida contra em São Petersburgo, a equipe espanhola Espanha contou com os retornos do zagueiro Pau Torres e do lateral Alba ao time titular. Do outro lado, a Suíça tinha a baixa do capitão e meia Xhaka, por suspensão. Apesar deste importante desfalque, o time suíço surpreendeu ao fazer um duelo bom e equilibrado até os 7 minutos de jogo.

Foi quando Alba pegou sobra na entrada da área e bateu para o gol. A bola desviou em Zakaria e acabou com qualquer chance de defesa de Sommer. O gol precoce obrigou a Suíça a sair em busca do ataque, deixando a partida aberta. Mesmo assim, a Espanha controlava as ações, com até 75% de posse de bola.

O bom jogo em solo russo contou com números improváveis no primeiro tempo. Confiante após eliminar a França nas oitavas, a Suíça finalizou mais que a Espanha (4 a 3) e registrou até maior número de escanteios e impedimentos, exibindo uma ofensividade que não se vê historicamente nas equipes suíças. Shaqiri e Widmer foram os principais nomes da seleção nos primeiros 45 minutos.

Preocupado com crescimento suíço em campo, o técnico Luis Enrique apostou na velocidade e agilidade do jovem Olmo, para o lugar de Sarabia. O ataque também foi reforçado por Gerard Moreno, na vaga do criticado Morata. As alterações, contudo, enfraqueceram o poder ofensivo espanhol.

Sem pressionar, a equipe de Luis Enrique viu a Suíça crescer no jogo e tomar conta do seu campo de defesa. As chances começaram a se multiplicar. Aos 10, Zakaria quase marcou de cabeça. Zuber, aos 18, deu trabalho para o goleiro Unai Simón. E, aos 22, os zagueiros Torres e Laporte se atrapalharam e Shaqiri não perdoou: 1 a 1.

Diante do forte ritmo do adversário, a Espanha pouco fazia. A Suíça só parou nela mesma quando, aos 31, o volante Freuler acertou um carrinho violento em Moreno e levou o cartão vermelho direto. Com a menos, os suíços precisaram recompor a defesa, abdicando do ataque. Do outro lado, a Espanha parecia cada vez mais lenta.

Até que veio a prorrogação e o ataque espanhol renasceu em campo. Foram diversas chances de gol, com Moreno, no 1º minuto e também aos 10, e Alba, aos 5. O goleiro Sommer, apoiado pela retranca suíça, foi o grande destaque do tempo extra, em que os suíços apenas administraram o empate, à espera dos pênaltis.

Nas cobranças, o experiente Busquets mandou no pé da trave e Pedri parou em Sommer. Mas Olmo, Moreno e Oyarzabal converteram. Pelo lado suíço, Gavranovic foi o único que balançou as redes. Schär e Akanji tiveram suas cobranças defendidas por Simón e Vargas mandou para fora, selando a classificação dos espanhóis.

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