Eugene Hoshiko/AP
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Espanha volta a se esquivar de polêmica antes de semi

'Acredito que a federação já deixou as coisas muito claras', disse Arbeloa sobre escândalos

FERNANDO FARO E PAULO FAVERO - Enviados especiais, Agência Estado

26 de junho de 2013 | 15h09

FORTALEZA - Os jogadores da Espanha não estão querendo saber de falar sobre os episódios polêmicos que eles foram protagonistas no Brasil. Nesta quarta-feira, véspera da partida decisiva pela semifinal diante da Itália, o lateral-direito Arbeloa preferiu encerrar o assunto.

"Acredito que a federação já fez um comunicado e deixou as coisas muito claras. Ela falou em nosso nome e não temos mais o que comentar", disse o lateral, que foi acompanhado pelo técnico Vicente del Bosque. "Não tenho nada a acrescentar sobre isso, vim aqui para falar de futebol".

As duas grandes polêmicas da seleção espanhola ocorreram em Recife, com um suposto jogo de "strip pôquer" que culminou no desaparecimento de mil euros, e em Fortaleza, quando alguns atletas tentaram subir com mulheres para o quarto do hotel, mas os funcionários do estabelecimento não permitiram que elas acompanhassem os jogadores por não estarem hospedadas lá. Isso causou revolta em alguns atletas, que teriam arremessado controles de televisão e sabonetes da sacada do hotel, segundo testemunhas.

Ao que tudo indica, a situação está tensa entre os dirigentes da Real Federação Espanhola de Futebol, que divulgaram um comunicado defendendo os jogadores, mas também receberam broncas da Fifa, que deu um puxão de orelha na entidade e mandou o aviso que a seleção não está de férias no Brasil.

Outro ingrediente que coloca mais pimenta nesse molho é que alguns jornalistas espanhóis acreditam que as denúncias estão sendo feitas para desestabilizar a seleção favorita da Copa das Confederações numa eventual final com o Brasil. Mas os próprios atletas ignoram isso. "Estamos sendo muito bem tratados aqui. Tentamos fazer nosso trabalho sem que isso nos incomode", avisa Busquets.

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