Espanhol apita Brasil x França, e Simon volta para casa

O árbitro espanhol Luis Medina Cantalejo foi escolhido pela Fifa como o árbitro do jogo entre Brasil e França, sábado, em Frankfurt, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo. Já o brasileiro Carlos Eugênio Simon e os auxiliares Aristeu Leonardo Tavares e Edmilson Corona não foram selecionado para permanecer na Alemanha e voltam para casa na sexta-feira.Medina Cantalejo criou polêmica nas oitavas depois de marcar um pênalti duvidoso a favor da Itália no jogo contra a Austrália, aos 48 minutos do segundo tempo. No lance, o lateral Grosso levou um tranco do australiano Moore, fora da área, mas prosseguiu com a bola. Depois, tropeçou em Neill, que estava caído na área, e Medina Cantalejo apitou o pênalti. Totti cobrou, marcou e garantiu a vitória da Itália por 1 a 0.Antes, ele havia sido criticado pelos italianos por expulsar Materazzi num lance em que o zagueiro, que ainda não tinha levado cartão amarelo, acertou num carrinho lateral o australiano Bresciano e seu companheiro Zambrotta.Cantalejo tem 42 anos e está em seu primeiro Mundial. Ele nunca apitou jogos do Brasil em competições oficiais da Fifa, apenas em categorias de base - no Mundial Sub-20 do ano passado, na Holanda, foi o juiz no empate por 0 a 0 com a Nigéria, na primeira fase, e na vitória por 2 a 1 sobre o Marrocos, na decisão do terceiro lugar.Nesta Copa, ele já apitou outros dois jogos: o empate sem gols entre Argentina e Holanda e a vitória da Alemanha sobre a Polônia por 1 a 0. Os auxiliares serão os também espanhóis Victoriano Giraldez Carrasco e Pedro Medina Hernandez. Os australianos Mark Shield e Ben Wilson serão o quarto e o quinto árbitros, respectivamente.Brasileiros foraAlém dos quatro trios selecionados para os jogos das quartas-de-final, outros oito grupos foram selecionados pela Fifa para permanecer na Alemanha. Simon, Tavares e Corona trabalharam em três jogos: Itália 2 x 0 Gana e Espanha 3 x 1 Tunísia, na primeira fase, e Alemanha 2 x 0 Suécia, nas oitavas-de-final. Em 2002, Simon apitou duas partidas: Suécia x Inglaterra e Itália x México, ambos empatados em 1 a 1. Ele ficou até o fim da Copa, mas não foi selecionado para mais nenhuma partida.Na avaliação do espanhol Miguel Angel Villar Lona, presidente da Comissão de Arbitragem da Fifa, o nível da arbitragem na Copa até agora tem sido bom. "É claro que ninguém está livre de erros, mas isso é impossível de se alcançar. Mas o principal objetivo, que é proteger os jogadores, está sendo alcançado", disse o dirigente.Villar não comentou casos específicos, mas dois árbitros "polêmicos" já foram mandados para casa: o inglês Graham Poll, que deu três cartões amarelos para o croata Simunic no jogo contra a Austrália, na última rodada da primeira fase, e o russo Valentin Ivanov, que expulsou quatro jogadores e deu mais oito cartões amarelos na vitória de Portugal sobre a Holanda, 1 a 0, nas oitavas-de-final.Os árbitros das quartas-de-finalAlemanha x Argentina - 30 de junho, em Berlim Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia) Assistentes: Roman Slysko (Eslováquia) e Martin Balko (Eslováquia) 4.º Árbitro: Massimo Busacca (Suíça) 5.º Árbitro: Francesco Buragina (Suíça) Itália x Ucrânia - 30 de junho, em Hamburgo Árbitro: Frank De Bleeckere (Bélgica) Assistentes: Peter Hermans (Bélgica) e Walter Vromans (Bélgica) 4.º Árbitro: Toru Kamikawa (Japão) 5.º Árbitro: Yoshikazu Hiroshima (Japão) Inglaterra x Portugal - 1 de julho, em Gelsenkirchen Árbitro: Horacio Elizondo (Argentina) Assistentes: Dario Garcia (Argentina) e Rodolfo Otero (Argentina) 4.º Árbitro: Codjia Coffi (Benin) 5.º Árbitro: Aderodjou Aboudou (Benin) Brasil x França - 1 de julho, em Frankfurt Árbitro: Luis Medina Cantalejo (Espanha) Assistentes: Victoriano Giraldez Carrasco (Espanha) e Pedro Medina Hernandez (Espanha) 4.º Árbitro: Mark Shield (Austrália) 5.º Árbitro: Ben Wilson (Austrália)

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