Especialista garante gramado perfeito no Castelão

O gramado do estádio cearense irá receber a sexta partida desta Copa do Mundo, a segunda da seleção brasileira

Lyvia Rocha, Paulo Favero - enviados especiais a Fortaleza, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2014 | 18h44

Palco da partida das quartas de final entre Brasil e Colômbia, nesta sexta-feira, em Fortaleza, o gramado da Arena Castelão está recebendo todos os cuidados para que esteja em perfeitas condições para o confronto decisivo. Segundo Alexandre Santos, sócio da Green Leaf, empresa responsável pela implantação do gramado, ele estará 100%. "Ele vai estar melhor do que no início da competição", avisou.

Após a primeira partida da Copa no estádio, alguns jogadores da Costa Rica reclamaram que o campo estava um pouco duro. A partir das críticas, os responsáveis fizeram um tratamento para melhorar o piso de jogo. "É complicado atender a toda as equipes da forma que elas querem. Mas fizemos uma descompactação leve, que minimiza essa sensação de piso duro", afirmou Alexandre.

No momento, a arena está sob os cuidados da Fifa e é ela quem fiscaliza. Outro serviço que foi feito no gramado do Castelão, mais frequente, é a suplementação de fertilizantes para dar força ao campo. "A expectativa era muito grande no início da Copa, mas agora os gramados estão mais maduros. A tendência é ter campos bons na reta final da competição", disse.

Como a Arena Castelão já foi usado na Copa das Confederações, não passou por problemas de outras arenas de implantação do campo em cima da hora. O maior problema que os responsáveis pelo gramado estão tendo de lidar é em relação ao chamado "reconhecimento de campo", quando as seleções vão no estádio um dia antes do confronto e utilizam o campo.

"O gramado está em condições boas, mas os treinos danificam muito. As equipes costumam fazer uma atividade física em vez de um treino coletivo com bola e isso provoca mais danos. Para piorar, às vezes as seleções se concentram em um determinado local do campo e com isso o impacto é maior ainda. Na Fonte Nova comprometeu bastante, pois cada equipe usou por uma hora", contou.

Na realidade, é a Fifa quem vai dizer se Brasil e Colômbia poderão treinar na Arena Castelão nesta quinta. Antes do confronto pelas oitavas de final entre Holanda e México, no último domingo, as duas seleções não puderam usar o gramado do Castelão e treinaram no estádio Presidente Vargas e na Unifor, respectivamente. "A Fifa que avalia e vê se vai liberar. O ideal é que não tenha. Quem assiste de longe não tem noção do preparo do gramado para o jogo", argumentou Alexandre.

O especialista reforça a tese de que a preservação antes das partidas é o melhor a se fazer, apesar de as delegações não gostarem disso. Por ser um gramado natural, a manutenção ocorre 24 horas por dia. Nos intervalos das partidas, por exemplo, profissionais entram no campo para corrigir pequenos buracos causados por carrinhos dos jogadores, a fim de permitir que o campo volte ao nivelamento original. "É uma espécie de limpeza, uma correção localizada", explicou.

Outra determinação da Fifa é para que os campos sejam molhados antes das partidas e às vezes no intervalo entre o primeiro e segundo tempo. "As próprias equipes também querem que molhe, porque deixa o ambiente com um microclima mais agradável. Isso refresca o gramado", concluiu Alexandre, garantindo que o campo não vai atrapalhar o desempenho das seleções nesta sexta. "Vai estar bom", garantiu.

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