Especialistas em saúde questionam patrocinadores da Copa

Especialistas em saúde criticaram a Fifa e os organizadores da Copa do Mundo por aceitar como patrocinadores da competição empresas como o McDonalds, a Coca-Cola e a cervejaria Anheuser-Busch, proprietária da marca Budweiser."A presença destes parceiros na Copa ilustra a tensão que existe entre o esporte internacional e a publicidade da saúde", disse Jeff Collin, da Universidade de Edimburgo, na Escócia.Nenhuma das empresas comentou o assunto, mas a Fifa negou a idéia de que os patrocinadores estariam oferecendo produtos que prejudicassem a saúde da população.O diretor de Comunicações da Fifa, Markus Siegler, conversou com jornalistas nesta sexta em Berlim a respeito do assunto. "Vivemos em uma sociedade livre e todos têm o direito de expressar sua opinião. Os patrocinadores mencionados estão envolvidos ativamente na produção de alimentos que façam bem à saúde", afirmou Siegler.Mas Collin também alerta outro problema: nas Copas anteriores era proibido fumar dentro dos estádios, o que não acontece desta vez - há apenas uma recomendação e não a proibição, que fere as leis alemãs. De quebra, a Fifa colocou em sua lista de produtos oficiais isqueiros e fósforos. Pesquisadores pedem uma revisão das políticas adotadas pela comunidade internacional e das organizações esportivas a respeito da publicidade de cigarros e alimentos.

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