Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Esperança do torcedor palmeirense é renovada em nova casa

Com a permanência do Palmeiras na Série A do Brasileirão, nova Arena representará importante receita para o clube em 2015

Ciro Campos e Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

07 de dezembro de 2014 | 19h18

Foram mais de quatro anos de espera, diversas casas alugadas e muita expectativa até que o Allianz Parque ficasse pronto. Por isso, ver o Palmeiras ser rebaixado pela terceira vez, logo no segundo jogo no estádio, seria um sofrimento muito grande não só para os torcedores, como para quem pretende ganhar milhões com a arena.

A queda para a Série B significaria um desastre para a diretoria do clube e WTorre, construtora responsável pela arena, pois a perspectiva de ganho para 2015 deveria sofrer um grande queda. A visão que boa parte dos diretores da construtora e também do Palmeiras é que uma terceira queda não seria encarada como as outras duas, quando a torcida “abraçou”o time e encheu a maioria dos jogos em que o Alviverde foi o mandante. 

Fazendo uma conta superficial, o clube poderia arrecadar cerca de R$ 90 milhões só de bilheteria com o time na Série A e levando bom público também no Paulista e Copa do Brasil.

O torcedor continuaria indo aos jogos, mas em menor número e as partidas se tornariam ainda mais tensas e consideradas de risco, como se criou toda a polêmica antes da partida diante do Atlético-PR. Nos jogos diante do Sport e do Furacão, embora o momento estivesse longe de ser dos mais ideais, os palmeirenses compareceram em peso e renderam bons lucros para clube e construtora, algo que deve se repetir por diversas vezes em 2015.

Manter-se na elite do futebol brasileiro é fundamental para a arena continuar sendo uma mina de ouro para os envolvidos no crescimento dela, mas também é necessário que o time para 2015 seja forte. A preocupação com a qualificação do elenco é tão grande, que Walter Torre, presidente da construtora, chegou a cogitar ajudar o time na contratação de reforços, ideia que acabou sendo abolida, dentre outros motivos, pela relação desgastada que existe entre o empresário e o presidente Paulo Nobre. Clube e construtora brigam na Câmara de Arbitragem para decidir quem tem direito de comercializar as cadeiras da arena.

JOGOS E SHOWS

A WTorre alega que é dona de todos os assentos, enquanto o Palmeiras diz que apenas 10 mil pertencem a construtora e o restante é para o clube. De fato, o contrato é dúbio, mas essa disputa não deve prejudicar um 2015 cercado de muita expectativa com a utilização da arena. Além dos jogos do Palmeiras, o local também continuará sendo uma casa de shows e grandes eventos e a missão será fazer com que o local seja, de fato, uma arena multiuso, sem que isso prejudique o elenco. A expectativa é que os jogadores consigam se sentir em casa e fazer com que a arena volte a ser um caldeirão, como nos tempos do antigo Palestra Itália, onde ganhar do Palmeiras em casa não era para qualquer um.

Com o time na elite e uma nova casa moderna, a esperança do torcedor é que o Palmeiras consiga voltar ao topo do futebol brasileiro e honrar a sua moderna e equipada arena.

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