Daniel Augusto/Agência Corinthians
Daniel Augusto/Agência Corinthians

'Espero repetir as conquistas de 2012', diz Cássio

Goleiro está animado com o rendimento do Corinthians

Entrevista com

Cássio

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

03 Março 2015 | 07h00

Cássio reflete o bom começo de temporada do Corinthians. O goleiro esteve em campo 11 vezes e sofreu apenas quatro gols. O começo de ano animador faz com que ele e o torcedor corintiano sonhem alto. Novamente sob o comando de Tite, Cássio espera repetir o sucesso de 2012, quando foi personagem de destaque na conquista da Libertadores e do Mundial.

Você não faz rodízio de jogos no Paulista e na Libertadores. Só não jogou quando esteve suspenso. Como está fisicamente?

Conversei com o Tite e deixei claro que queria jogar todas as partidas porque o meu desgaste é bem menor do que o dos jogadores de linha. Para goleiro, quanto mais jogar, melhor é. Às vezes você treina bem e não joga, e isso é ruim. É importante estar sempre em atividade.

Walter entrou muito bem contra o Palmeiras. Você sente que não pode dar brecha para ele?

O Walter, sempre que entra, joga bem. Não é questão de perder a vaga ou não. Para mim é importante jogar todas as partidas. Respeito os outros goleiros, mas confio no meu trabalho e pretendo jogar sempre que possível.


Como você vê o Corinthians nesta temporada? O estágio que a equipe atingiu logo no início do ano te surpreendeu?

O time entendeu rapidamente o que o Tite queria em relação ao estilo de trabalho e esquema tático. O fato de muitos jogadores já terem trabalhado com ele também. Um dos nossos segredos é pensar a cada jogo, e não só na Libertadores.

Você trabalhou com o Mano Menezes e agora trabalha com o Tite de novo. Qual é a diferença?

É difícil fazer o comparativo. Cada um tem o seu estilo de trabalhar, com características diferentes. São dois treinadores vitoriosos. Com o Mano o time estava em reformulação. O Tite pegou o time pronto, implantou a maneira dele de jogar e acabou dando certo.

Acha que pode voltar à seleção? Como vê os concorrentes?

Com todo respeito aos goleiros que estão sendo convocados ultimamente, sei que são profissionais de excelente qualidade e que trabalham forte, mas também trabalho forte e me dedico ao meu trabalho. Hoje estou maduro, ganhei experiência e tenho certeza de que se for chamado vou corresponder.

Você tem contrato com o Corinthians até 2018? Pretende ficar até o final ou voltar à Europa?

É difícil falar sobre futuro, mas eu tenho contrato até 2019 com o Corinthians. Pretendo cumprir até o final porque estou feliz aqui, bem adaptado ao clube. Sei da pressão por títulos e vitórias, a torcida cobra muito, mas estou feliz, não penso em sair.

Você não costuma falhar, principalmente em clássicos e jogos decisivos? Tem uma preparação diferente para esses jogos?

Para goleiro, acredito que um ponto que faz a diferença nessas partidas é a sequência de jogos. Quando mais você joga, mais confiança e segurança você tem. Sou um cara que leva muito a sério o meu trabalho e encara uma partida contra um time de menor expressão do Campeonato Paulista com a mesma seriedade de um clássico, onde a pressão e a cobrança são muito grandes. O importante é estar preparado para todos os jogos.

Qual foi o seu grande momento no Corinthians? 

Acredito que foi o ano de 2012 como um todo por causa dos títulos que ganhamos. Foi o meu primeiro ano como titular, tivemos conquistas importantes e espero repeti-las.

E o pior?

Acho que foi a invasão dos torcedores ao CT. Nós quase fomos agredidos, foi um momento de muito tensão. Depois teve ainda a eliminação para o Atlético-MG na Copa do Brasil. Por causa da maneira que a gente perdeu aquele jogo, tivemos de desembarcar com um esquema especial de segurança no aeroporto, descer do avião e pegar um ônibus na posta direto para o CT. Foram momentos ruins.

Mais conteúdo sobre:
Futebol Corinthians Libertadores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.