Kirill Kudryavtsev/AFP
Kirill Kudryavtsev/AFP

'Espiões' consideram México um adversário perigoso e traiçoeiro

Analistas de desempenho de Fluminense e Atlético-PR foram os responsáveis pela avaliação do rival das oitavas

Almir Leite, Marcio Dolzan, enviados especiais / Sochi, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2018 | 05h00

A comissão técnica da seleção brasileira trabalhou no dia de folga dos jogadores na quinta-feira. Na pauta de Tite e seus auxiliares, o México, adversário das oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. E a estratégia para levar a melhor será definida com base em um minucioso levantamento feito nos últimos meses por dois “espiões”, os analistas de desempenho de Fluminense e Atlético-PR.

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“Começaremos os estudos já no avião, para nos reunirmos novamente em Sochi” disse na quarta-feira, em Moscou, o auxiliar técnico Cléber Xavier, após a vitória brasileira sobre a Sérvia por 2 a 0. 

Primeiro, a equipe assiste a vídeos de jogos dos adversários, para analisar as jogadas mais comuns e decidir o que é preciso fazer. Depois, são feitas reuniões em que os lances são debatidos e novas informações, como estatísticas e mapas com os posicionamento dos jogadores rivais são colocados. Debate-se qual a melhor maneira de neutralizar as virtudes do adversários e de explorar suas vulnerabilidades e se define a estratégia.

Freguês brasileiro quando se trata de partidas por Copa do Mundo – três derrotas e um empate –, o México de 2018 é considerado um adversário perigoso e traiçoeiro. Muito por conta de seu treinador, o colombiano Juan Carlos Osorio (treinou o São Paulo há três anos), que assumiu a seleção em 2015.

 

"Analisamos alguns jogos feitos pela equipe do México. Fizemos uma análise bem preliminar do que poderia acontecer: algumas formações, forma de jogar. Observamos também que o forte deles é o ataque, muito veloz, com Vela, Lozano, Chicharito Hernandez, que são jogadores de muita velocidade e podem nos causar algum problema", disse Alex da Costa, analista de desempenho do Fluminense.

Nos próximos dias, Tite e seus auxiliares colocarão em prática o que pretendem que seja feito na segunda-feira em Samara. “Vamos conhecer profundamente o México para traçar nossa estratégia. Vamos nos preparar para todas as situações”, afirmou Xavier. Tite garante uma coisa: não será por falta de conhecimento sobre o adversário que o Brasil irá tropeçar.

 

 

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