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'Esquecido', Afonso Alves anuncia aposentadoria

Atacante foi muito questionado quando vestiu a camisa da seleção

Estadão Conteúdo

05 de outubro de 2015 | 19h33

Um dos mais questionados jogadores a vestir a camisa da seleção brasileira nos últimos tempos colocou fim em sua carreira. O agora ex-atacante Afonso Alves, de 34 anos, anunciou nesta segunda-feira sua aposentadoria do futebol profissional, esquecido por boa parte da imprensa e dos torcedores. Bem diferente de oito anos atrás, quando viveu seu auge e atraia os olhares e a curiosidades dos fãs e da mídia.

Foi por uma rede social, sem qualquer alarde, que Afonso Alves anunciou a aposentadoria. "Bom dia! Eu gostaria de agradecer os torcedores do Heerenveen por me tratarem muito bem até agora. Gostaria de agradecer o clube também. Hoje, deixo minha carreira como jogador profissional. Muito obrigado a todos meus fãs e amigos", escreveu no Instagram.

Dono de uma trajetória pouco comum no futebol, Afonso Alves viveu no pequeno Heerenveen, da Holanda, seus dias mais gloriosos. Chegou para a temporada 2006/2007 e foi o artilheiro do Campeonato Holandês daquele ano com 31 gols em 34 jogos, desbancando até os números de Romário e Ronaldo no país.

O sucesso fez com que Dunga, na época em sua primeira passagem como técnico da seleção, levasse o atacante para defender o Brasil em alguns amistosos - marcaria seu único gol pelo País contra o México, em setembro. Foi o suficiente para convencer o comandante a convocá-lo para a Copa América, na qual se sagrou campeão como reserva. De volta ao Heerenveen, marcou sete gols em uma mesma partida, nos 9 a 0 sobre o Heracles Almelo.

A ascensão meteórica, mesmo que alternando com atuações muito abaixo da média, despertaram o interesse do Middlesbrough, que desembolsou 12,7 milhões de libras ao Heerenveen, fazendo dele o jogador mais caro de sua história. Afonso, no entanto, não vingou na Inglaterra, demorou oito jogos para marcar seu primeiro gol pelo clube e durou apenas uma temporada e meia no país.

Com a mesma velocidade que apareceu, o atacante se escondeu no futebol do Catar. Jogou por Al-Sadd, Al-Rayyan e Al-Gharafa, de onde saiu no ano passado. Desde então, procurava um clube para atuar. Tentou voltar para "casa" e realizou duas semanas de testes no Heerenveen, mas o longo período afastado fizeram o time holandês rejeitar seu retorno. Foi o último ato da carreira do controverso atacante.

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