Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

'Está na hora de a Espanha cair', afirma Carlos Alberto Parreira

Coordenador diz que responsabilidade é dos espanhóis, mas que Brasil está pronto para derrubá-los

Sílvio Barsetti , O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2013 | 08h01

RIO - Decidir um título no Maracanã, 63 anos depois da histórica derrota para o Uruguai, na final do Mundial de 1950, não traz a obrigação da vitória para a seleção de Felipão. Para a comissão técnica da equipe, a carga maior de responsabilidade recairá sobre a Espanha, atual campeã do mundo e bicampeã europeia. Mas o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira diz que está na hora de os espanhóis sofrerem uma derrota.

A Espanha não perde uma partida há 29 jogos e, segundo Parreira, o Brasil vai acabar com a invencibilidade dos atuais campeões do mundo. "Está na hora e vai acontecer", disse.

Os espanhóis asseguraram nesta quinta-feira a vaga na final ao derrotar a Itália por 7 a 6 nos pênaltis, em Fortaleza, após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Parreira comemorou a classificação de La Roja e projetou como vai ser a decisão.

"Esse era o jogo que o mundo todo esperava. A gente não escolheu adversário para essa final. Mas já que veio a Espanha, é muito bem-vinda. O Brasil está num momento sensacional, time ganhou confiança, tem uma cara, o Felipão fez um trabalho maravilhoso durante um mês, estamos há cinco jogos sem perder, jogando contra campeões do mundo. Temos uma grande expectativa, sabendo que iremos jogar muito bem", disse Parreira ao Jornal Nacional, da TV Globo.

Parreira ressaltou que o Brasil vai entrar no Maracanã para vencer, "como manda a tradição". "Trata-se de um clássico e ninguém pode supor que a seleção não vai jogar em busca do título." De acordo com Felipão e Parreira, os jogadores podem - e até devem - sentir o "peso" da decisão, mas vão ser alertados de que uma eventual derrota para a Espanha não mudará rigorosamente nada no planejamento para o Mundial de 2014.

"Empenho, dedicação, luta. Isso tudo eles mostram em todos os jogos. Agora, é para atuar com leveza e tranquilidade. Embora isso seja fácil somente no discurso", prosseguiu Parreira.

Após a vitória por 2 a 1 sobre o Uruguai, na quarta-feira, pela semifinal, já havia, entre todos os integrantes da comissão técnica, a convicção de que o trabalho para o Mundial tomou um rumo. Há vários detalhes que precisam de ajustes e de correção. Isso, na avaliação de Felipão, virá com os amistosos, os treinos e também com os jogos pelos clubes.

"Agora temos o Atlético-MG na semifinal da Libertadores. É importante que Rever, Bernard e Jô passem por essa experiência e, se possível, se classifiquem para a final. Tudo vai aumentando o aprendizado deles e facilita o nosso serviço na seleção", disse o técnico, ontem, durante conversa informal com repórteres no hall do Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte, no momento em que degustava calmamente seu chimarrão.

Tudo ocorreu até então como ele queria. "Não é que a seleção tivesse entrado sem pensar na possibilidade do título. Isso nunca. Mas a comissão técnica e os jogadores sabem que o futebol da seleção passa por uma reformulação desde o Mundial de 2010. Ao mesmo tempo, outras seleções estão num nível superior porque mantiveram a base de times que se destacaram nos últimos anos", disse Parreira. As declarações do coordenador técnico ao Estado foram dadas ainda em Belo Horizonte, antes do confronto Espanha e Itália.

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