Sebastião Moreira/EFE
Sebastião Moreira/EFE

Neymar pode deixar o Barcelona por falta de tranquilidade tributária

Neymar pai diz que 'se não há conforto, não tem como ficar'

O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2015 | 10h03

Pela primeira vez desde que seu filho chegou à Espanha, Neymar pai coloca em xeque a permanência do atacante no Barcelona. E o argumento defendido pelo pai e 'agenciador' da carreira de Neymar é bastante incomum: 'não temos tranquilidade tributária para ficar na Espanha. Estamos negociando a renovação com o Barcelona, meu filho está muito feliz no clube, mas estamos recebendo muitos ataques, estendidos no Brasil desde que chegamos. Se não temos uma situação confortável para trabalhar, não podemos ficar na Espanha", disse o pai de Neymar em entrevista à Rádio Barcelona.

O Fisco do Brasil e da Espanha tem analisado as contas e declarações de imposto do jogador. Recentemente, a Receita Federal do Brasil tomou um carro em nome do atacante e confiscou R$ 188,8 milhões das contas do jogador por fraude nos anos de 2011 a 2013. Da mesma forma, os agentes tributários da Espanha apuram a negociação que levou Neymar do Santos para o Barcelona. Nesse caso, além do jogador, também estão envolvidos representantes do Barcelona, o próprio clube e a família de Neymar.

Por tudo isso, Neymar pai declarou que a condição de seu filho, e da própria família, em Barcelona não é confortável. Neymar está feliz ao lado de Messi. Tem contrato até o fim da temporada de 2018 e começa a negociar uma prorrogação de vínculo com o clube catalão. "Estamos tratando disso, mas há situações que precisam ser resolvidas, há pendências e queremos um pouco de tranquilidades", comentou o pai do jogador. "Quermos ficar por dois, três, quatro, cinco ou dez anos mais. Mas não sabemos se estamos fazendo a coisa certa. Recebemos muitos ataques. É muito difícil."

De acordo com sua entrevista, a família de Neymar mantém conversas com diferentes assessores fiscais para solucionar as situações pendentes. De qualquer maneira, a família do jogador se impôs limites. "Não quero falar de perseguição, mas se não temos como trabalhar, não podemos ficar. Se estamos causando problemas, não podemos permanecer. Estamos há dois anos e meio respondendo as mesmas coisas e nos defendendo de acusações. Tenho de dar tranqulidade para Neymar, minha família e nossas empresas."

Nenhuma dos casos envolvendo Neymar sobre sonegação de imposta, no Brasil e na Espanha, está resolvido. Todos permanecem em investigação e apuração.

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