Estádio alemão não suporta força da chuva

A tempestade que desabou sobre Frankfurt, bem na hora do jogo, foi o mais duro e embaraçoso teste para os organizadores da Copa das Confederações e, por extensão, do Mundial de 2006. O Waldstadion, bonito, moderno, cheirando a novo, literalmente fez água. O teto retrátil, um dos toques de requinte da arena esportiva, não suportou a força da chuva e se abriu em goteiras. Uma delas se transformou em cascata artificial, que espantou os fotógrafos que estavam atrás de um dos gols. O problema que os técnicos responsáveis pela obra terão de resolver é justamente o de como permitir que a água escoe, quando houver mau tempo como o de hoje. Uma parte inchou, como uma enorme barriga, envergou até ocorrer o rasgo por onde a água vazou. O efeito até que foi bonito, arrancou aplausos e sorrisos dos torcedores, porém deixou sem jeito os anfitriões. A ponto de Horst Schmidt, um dos vice-presidentes do Comitê Organizador do Mundial, ter ido à sala de entrevistas coletivas para explicar que providências serão tomadas. O tempo fechou mesmo, tanto que por volta das 20h30 locais (15h30, horário de Brasília) o céu ficou escuro. Com o verão, a noite só chega por volta das 22h30. A segurança entrou em ação por meio de apelo do locutor oficial, que pediu à torcida que não saísse para a área aberta, a fim de comer sanduíches ou tomar refrigerantes. "É mais seguro que todos fiquem em seus lugares", alertou, sob o som de trovões. Em seguida, porém, veio o toque de bom humor, com o serviço de som.Assim que terminou o primeiro tempo, o som de "Raindrops keep falling on my head" ("Pingos de chuva caindo sobre minha cabeça) encheu o estádio. O velho sucesso de Burt Bacharach serviu para esfriar a decepção dos organizadores e para diminuir a irritação dos fotógrafos que acompanhavam os ataques mortais do Brasil. Foi uma chuva de verão, com seus estragos e encantos.

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