Ernesto Ryan/Reuters
Ernesto Ryan/Reuters

Estádio Centenário poderá receber até 75% de sua capacidade em final da Libertadores

Governo uruguaio permitiu aumentar a ocupação do estádio que será palco da decisão entre Flamengo e Palmeiras; dirigentes se reuniram na sede da Conmebol nesta terça

Ricardo Magatti, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2021 | 19h54

Os presidentes de Flamengo e Palmeiras se reuniram nesta segunda-feira com membros da Conmebol, no Paraguai, para debater sobre a organização da final da Libertadores, marcada para o dia 27 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai. A principal novidade no encontro foi a informação de que as autoridades locais permitiram a ampliação do estádio Centenário para até 75% de sua capacidade. Inicialmente, estava prevista a liberação de 50% da capacidade do local que será palco da decisão continental. 

O Flamengo foi representado pelo presidente Rodolfo Landim e pelo vice-presidente de relações externas do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap. No lado do Palmeiras, quem esteve no encontro foi o presidente Maurício Galiotte, que vive seus últimos dias de mandato e será sucedido por Leila Pereira.

Dirigentes da CBF, como o presidente Ednaldo Rodrigues e os vices Fernando Sarney e Gustavo Feijó, também estiveram presentes na reunião no Paraguai. A Conmebol disse que, no encontro, "foram debatidas questões operacionais, logísticas e de segurança da final" no estádio Centenário.

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, afirmou que foi assinada "uma carta de compromisso de não-violência". Há uma grande preocupação com o duelo, considerado de alto risco pela rivalidade entre as torcidas de Flamengo e Palmeiras, o que levou as autoridades a montarem uma estratégia para evitar brigas a caminho do Uruguai e no país vizinho. Quem não tiver ingresso não poderá embarcar nas caravanas de torcedores.

"Façamos sempre do nosso nobre esporte o que tem que ser: um fator de harmonia e união entre pessoas, países e culturas. Estamos prontos para viver a eterna glória em Montevidéu", disse Domínguez.

A Secretaria Nacional do Esporte do Uruguai emitiu um comunicado nesta segunda-feira confirmando a liberação de até 75% de público em eventos esportivos 100% ao ar livre no país vizinho. A medida se aplica à decisão da Libertadores e começa a valer nesta terça-feira, dia 26. Dessa maneira, cerca de 45 mil pessoas poderão acompanhar no estádio a partida entra Flamengo e Palmeiras.

As autoridades uruguaias exigem que as pessoas maiores de 12 anos que entrarem no estádio devem apresentar certificado de vacinação constando as duas doses da vacina contra covid-19 - com no mínimo 14 dias transcorridos da aplicação da segunda dose do imunizante.

A venda dos ingressos será aberta quarta-feira, dia 27, para a final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo. As vendas dos setores para cada finalista serão gerenciadas pelos clubes com seus torcedores. Cada torcida terá datas e horários específicos para acessar à plataforma e comprar ingressos. A princípio foram colocados 20 mil ingressos à venda, mas esse número será ampliado com a decisão do governo uruguaio.

O bilhete mais barato para assistir ao duelo em Montevidéu custa US$ 200 (cerca de R$ 1,1 mil) e o mais caro, US$ 650 (R$ 3.600). O alto valor das entradas provocou protestos das torcidas e até de atletas. Já está definido que cada clube terá direito a cerca de 10 mil ingressos, e não mais 5 mil, como acordado anteriormente.

Cada clube finalista terá um setor designado para a presença de seus torcedores. Os flamenguistas ficarão na Tribuna Colombes, lugar ocupado tradicionalmente pelos torcedores do Nacional, e os palmeirenses, na Tribuna Amsterdam, onde historicamente se acomodam os fãs do Peñarol. A tribuna principal (América), cujo valor do ingresso é o mais caro, e a tribuna oposta (Olímpica) são consideradas setores neutros para o público em geral (uruguaios e estrangeiros).

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