Estádio do Maracanã é o maior templo do futebol brasileiro

Maracanazo e gol mil de Pelé marcaram a história do estádio

TIAGO ROGERO E LEONARDO MAIA, O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2013 | 08h40

RIO - Era para ser Estádio Nacional. Quando nasceu, foi Municipal e, em 1966, tornou-se Mário Filho. Mas, para todo mundo, sempre foi - e será - Maracanã. Em mais de 60 anos de história (completará 63 no dia de seu primeiro jogo da Copa das Confederações, Itália x México), o estádio que já foi o maior do mundo viu o Maracanazo de 1950, o milésimo gol de Pelé, o Flamengo de Zico, o Botafogo de Garrincha, o Vasco de Dinamite e o Fluminense de Assis. E muito mais. Muito choro, muita alegria.

Em 1941, o ministério da Educação e Saúde lançou um concurso para a elaboração do projeto do Estádio Nacional, a ser sediado na capital federal à época, o Rio. A ideia, no entanto, foi abandonada, para ser retomada apenas em 1947, quando o Brasil já sabia que sediaria a Copa de 1950. Os autores dos três melhores projetos foram escolhidos e formaram a equipe que desenhou o Maracanã.

A inauguração, em 16 de junho de 1950, teve a seleção carioca perdendo para a paulista por 3 a 1. Um mês depois, cerca de 200 mil torcedores assistiram à decisão da Copa do Mundo. O Brasil precisava de um empate para levantar a taça. Um gol de Alcides Ghiggia, a 11 minutos do fim, decretou o “silêncio ensurdecedor” que calou um país inteiro, no episódio que ficou eternizado como Maracanazo.

Aquela lembrança triste, guardada até hoje, perdeu força com o tempo, com o “maior estádio do mundo” se tornando o templo máximo do futebol brasileiro, palco de momentos de inesgotável celebração.

Um deles, o gol mil de Pelé: em 1969, em uma vitória do Santos sobre o Vasco por 2 a 1.

Em 1976, houve a Invasão Corintiana. Na semifinal do Campeonato Brasileiro, contra o Fluminense, eram cerca de 70 mil “loucos”, de um total de 146 mil torcedores.

A seleção brasileira também viveu ali bons momentos. Em setembro de 1993, uma das maiores atuações individuais de um jogador com a camisa canarinho. Com dois gols contra o Uruguai, Romário vingou a derrota de 1950 e classificou o Brasil para a Copa de 1994.

Cheia de alegrias, a história do Maracanã foi marcada também pelo descaso do poder público, como na tragédia de 1992. Na final do Brasileirão, Botafogo e Flamengo empataram por 2 a 2 e o Rubro-negro, que havia vencido a primeira partida por 3 a 0, foi campeão. Mas, num superlotado Maracanã (mais de 145 mil pessoas), parte da grade de proteção da arquibancada desabou antes do jogo, deixando três mortos e dezenas de feridos.

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