NILTON FUKUDA/ESTADÃO/13-11-2015
NILTON FUKUDA/ESTADÃO/13-11-2015

Estádio do River Plate ganha prazo de validade e poderá ser demolido

No lugar do tradicional Monumental de Nuñez, casa também da seleção argentina, clube planeja arena 'padrão Fifa'

O Estado de S. Paulo

23 Agosto 2018 | 16h14

O Monumental de Nuñez, casa do River Plate e principal palco dos jogos da seleção argentina quando atua como mandante, está com os dias contados. De acordo com reportagem publicada pelo jornal Clarín, o maior do país, estudos conduzidos por arquitetos e engenheiros concluíram que o local vai suportar só mais dez anos de uso até se tornar inseguro devido a problemas de estrutura.

A ideia do clube, portanto, é antecipar os passos sobre o que se fazer com o Antonio Vespucio Liberti, nome oficial do estádio. Segundo o jornal, o presidente do River, Rodolfo D'Onofrio, sonha com a construção de uma nova e moderna arena "padrão Fifa". Ela seria erguida no lugar do atual Monumental, após a sua demolição.

Fundado em 1938, o estádio, que foi uma das sedes da Copa do Mundo de 1978, vencida pelos anfitriões, passou por sua última reforma há exatos 40 anos. Atualmente, comporta quase 62 mil espectadores. O novo projeto seria de um espaço para 80 mil, com arquibancadas cobertas, iluminação e drenagem especiais e campo que mistura grama natural com sintética. Outra ideia prevê a remoção das pistas de atletismo, o que deixaria as arquibancadas mais próximas do campo.

O preço estimado para a obra ficaria em torno de US$ 300 milhões (R$ 1,23 bilhão). Pensando ainda mais a longo prazo, a arena ficaria apta a ser o principal local de competição da Copa do Mundo de 2030, cuja sede é pleiteada pela candidatura conjunta de Argentina, Uruguai e Paraguai.

Reforma é plano A para o Monumental

Apesar da expectativa gerada por uma moderna arena, a ideia principal da diretoria é fechar o Monumental para realizar uma ampla reforma no local, a um custo bem mais modesto do que erguer um novo estádio: entre US$ 100 e US$ 150 milhões (aproximadamente de R$ 410 milhões a R$ 615 milhões).

"A opção A sempre foi a reforma do estádio atual, mas não é má ideia fazer um novo, se aparecer um terreno nas proximidades do Monumental", disse Mariano Taratuty, presidente do Departamento de Planejamento do clube, ao Clarín.

Independentemente do desejo da diretoria, quem vai decidir o futuro do Monumental não são os cartolas. A reportagem destaca que todos os projetos precisam passar pelo crivo da Assembleia de Sócios.

 

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