Estádios paulistas abraçam a acessibilidade
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Estádios paulistas abraçam a acessibilidade

Arena Corinthians, Allianz Parque, Morumbi e Vila Belmiro apresentam iniciativas para melhorar o atendimento a pessoas com necessidades especiais

Sicredi, Media Lab Estadao
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19 de fevereiro de 2020 | 16h25

Os quatro grandes clubes paulistas mobilizam-se cada vez mais em torno da inclusão social, por meio da melhoria da acessibilidade. Portadores de deficiências encontram, pouco a pouco, espaços mais adequados e atenção específica para suas necessidades. Promover um futebol acessível a todos está entre as missões do Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e atuação em 22 estados e no Distrito Federal, que dá nome ao Paulistão 2019 e 2020, tanto da Série A1, quanto da A2 (divisão de acesso).

Em setembro de 2019, a Arena Corinthians tornou-se o primeiro estádio do País a sinalizar o acesso de pessoas com deficiência intelectual. Também foi inaugurada uma sala antirruído para autistas. O “Espaço TEA (sigla para Transtorno do Espectro Autista)” conta com uma estrutura que reduz em 90% o barulho vindo das arquibancadas e também disponibiliza atendimento profissional às crianças. A iniciativa - feita em parceria com o apresentador de TV Marcos Mion, que tem um filho autista – tem como principal objetivo diminuir o desconforto e estabelecer eventos esportivos como opções de lazer para as crianças do espectro.

  Os outros três estádios dos clubes grandes do Estado têm se destacado especialmente pela implantação de projetos para auxiliar pessoas com dificuldades de locomoção. O Allianz Parque, casa do Palmeiras, foi o primeiro do Brasil a ganhar o selo Guiaderodas, que avalia a experiência de pessoas com limitações físicas. A arena passou por avaliações de especialistas em acessibilidade, e funcionários receberam treinamento para atender às demandas especiais dos visitantes.

O Morumbi conta com dois elevadores e 22 banheiros para pessoas com deficiência. Numa ação para aumentar a conscientização sobre a importância da acessibilidade, o São Paulo convidou em outubro do ano passado dez atletas paraolímpicos para atuarem como gandulas durante o jogo contra o Avaí, pelo Brasileirão. Já o Santos oferece aos cadeirantes um setor exclusivo no nível do gramado da Vila Belmiro, ao lado dos camarotes.

Acessibilidade para todos

Ainda que não haja números precisos sobre a presença dessa população nos estádios do País, há uma legislação que determina que as necessidades mínimas dos torcedores sejam atendidas:

1- O clube mandante deve reservar 4% dos lugares a deficientes, sendo metade dessa cota destinada a cadeirantes e a outra metade a pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência visual.

2- Os assentos para obesos, que também devem ser reservados, precisam ser do tamanho equivalente a duas cadeiras comuns e suportar carga mínima de 250 quilos.

3- Os banheiros acessíveis devem ter entrada independente dos banheiros coletivos. A alternativa é a instalação de um box dentro dos coletivos para uso exclusivo de pessoas com deficiência.

Cidadão e empresas engajados

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, quase 24% dos brasileiros apresentam ao menos uma deficiência (visual, auditiva, motora, mental ou intelectual). Daí a necessidade cada vez maior de cidadãos e empresas se engajarem em iniciativas de acessibilidade. Além de promover a diversidade nos campos, o Sicredi também investe em acessibilidade para seus associados e colaboradores.

Em uma das ações do projeto “Cooperação na Ponta do Lápis”, o Sicredi realizou workshops de educação financeira para pessoas com deficiência auditiva, ministrados em libras, por colaboradores que também possuem deficiência auditiva. Além disso, a instituição financeira cooperativa tem um site acessível em libras que conta com o Hugo, um assistente virtual preparado para auxiliar pessoas com deficiência auditiva a navegarem no site. 

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