Estádios paulistas terão delegacia móvel

As torcidas organizadas que se cuidem. A partir deste domingo, no Palestra Itália, durante o jogo entre Palmeiras e Portuguesa, uma Delegacia Móvel, com delegado, escrivão e investigador, estará autuando os torcedores violentos em todos os clássicos e jogos de risco em São Paulo. A medida faz parte de um pedido feito nesta sexta-feira pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, ao delegado Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Marco Antônio Desgualdo, para reprimir confrontos como o que ocorreu domingo entre a TUP e a Mancha Verde, antes do jogo entre Palmeiras e Santos."Nós solicitamos uma profunda investigação das torcidas organizadas. Fatos como o de domingo não podem mais se repetir", explicou Marco Polo Del Nero. A ação da Polícia Civil se estenderá também aos jogos da Copa do Brasil, Libertadores e Campeonato Brasileiro. "Vamos jogar duro. E começaremos com a abertura de um inquérito", disse Marco Antônio Desgualdo.O combate à violência envolverá o Departamento de Homicídios e Proteção da Pessoa e o Departamento de Inteligência da Polícia Civil. O delegado André Luiz Di Rissio, do Departamento de Administração e Planejamento da Polícia Civil, que também participou do encontro desta sexta-feira, disse que, agora, os torcedores serão punidos de acordo com a lei. "Eles serão investigados e identificados. E então serão julgados. Esta é a única forma de combater os infratores."André Luiz Di Rissio afirmou que proibir o torcedor de entrar com a camisa de sua torcida organizada, como já foi feito no caso da Mancha e da TUP, não resolve o problema. "No outro dia ele aparece com a camisa de um outro time qualquer. Quem vai poder impedir que ele entre no estádio?"Marco Polo Del Nero foi o responsável pela volta das torcidas organizadas aos estádios de São Paulo. O presidente da FPF garantiu que não está arrependido e também julga que as torcidas podem continuar desde que os torcedores violentos sejam afastados: "Estou seguro de que a maioria não quer ver cenas como a de domingo em volta do Parque Antártica. Temos que investigar e descobrir os verdadeiros responsáveis. Aí os demais poderão assistir aos jogos em paz."

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