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Estádios vão simbolizar a 'Copa das 1001 Noites' no Catar

País-sede desafia o tempo e consegue, de acordo com informações oficiais, adiantar todas as suas obras

Claudio Nogueira, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2018 | 05h00

O Catar parece mesmo disposto a não poupar esforços para tornar seu Mundial o melhor de todos, a “Copa das 1001 Noites”, em referência aos fantásticos contos da literatura árabe. Será também a primeira Copa do Mundo de sua seleção. No ano que vem, convidados pela Conmebol, a Confederação Sul-Americana de Futebol, os cataris vão disputar a Copa América, cujo palco será o Brasil.

Para 2022, ano do primeiro Mundial de futebol num país árabe, o Catar trabalha na construção de sete estádios, além de já ter pronto, totalmente reformado, o Khalifa International Stadium. Inaugurado em 1976, é o mesmo que havia sediado o Mundial de Juniores de 1995, os Jogos Asiáticos de 2006 e a Copa Asiática de 2011. Sua reforma para a Copa foi concluída em maio de 2017, deixando-o com capacidade para receber 40 mil torcedores.

Um dos estádios em construção é o Al Wakrah Stadium, tambem para 40 mil pessoas e com inauguração prevista para 2019. Al Wakrah é a segunda maior cidade catari e faz limite, ao leste, com as praias do Golfo Pérsico. Também a ser aberto ao público em 2019, o Al Bayt Stadium deverá ter capacidade para 60 mil espectadores, na cidade de Al Khor, no norte do país, a 60 km da capital. Será o mais distante de Doha, epicentro da celebração futebolística.

Este será o Mundial mais compacto da história e, devido às curtas distâncias e à facilidade de transportes, será possível ao torcedor assistir ao primeiro e ao último jogo de uma rodada em que haja três partidas. Ainda em 2019, outra arena a ser inaugurada será a do Al Rayyan Stadium, para 40 mil pessoas. Posteriormente, vai servir ao clube poliesportivo homônimo.

Em 2020, deverão ser inaugurados três instalações esportivas. Uma delas será o Al Thumama Stadium, cujo formato lembra o de um gorro usado pelos homens na cultura árabe. Nele, caberão 40 mil espectadores. Embora o emirado do Catar seja rico, não irá desperdiçar dinheiro em eventuais elefantes brancos. Por isso, o Ras Abu Aboud Stadium será totalmente desmontável. Está sendo edificado com partes pré-fabricadas, que posteriormente serão utilizadas noutros projetos. Deve ser inaugurado em 2020, e vai ser outro estádio com capacidade para 40 mil pessoas.

Também daqui a dois anos, em 2020, finalmente o planeta futebol conhecerá um segredo guardado a sete chaves: o Lusail Iconic Stadium, o principal do Mundial, para 80 mil pessoas, e cujo projeto é secreto, embora já tenham sido publicadas algumas ilustrações de como seria (nenhuma delas confirmada). Lusail está a 15 km de Doha e atualmente é pouco mais que um deserto, mas a localidade irá se desenvolver em função dessa arena, dando origem praticamente a um novo bairro ou nova cidade.

Mais adiante, em 2021, será inaugurado o Qatar Foundation Stadium, como parte do complexo de escolas e universidades denominado Cidade da Educação, também em construção. Na Copa, vai receber 45 mil espectadores, mas após o megaevento, sua capacidade será reduzida para 25 mil, tornando-se um estádio de atletismo e esportes universitários.

É fato que que até hoje o processo de escolha do país, ocorrida em 2010, para sediar o megaevento foi considerado corrupto – teria havido compra de votos de membros da Fifa. Mas no Catar, o próximo grande objetivo esportivo, depois do Mundial, será organizar a Olimpíada e a Paralimpíada. Doha já foi pré-candidata derrotada na luta para ser sede dos Jogos de 2016 e de 2020.

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