'Estamos lançando a semente para colher os frutos’, diz Zico

'Estamos lançando a semente para colher os frutos’, diz Zico

Zico vai comandar o FC Goa e compara aventura à experiência que teve no Japão, onde atuou como jogador e treinador

Raphael Ramos e Vanderson Pimentel, O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2014 | 17h01

Entre os brasileiros que participarão da Indian Super League, Zico é a grande estrela. Ele vai comandar o FC Goa e compara essa aventura à experiência que teve no Japão, onde atuou como jogador do Kashima Antlers entre 1991 e 1994 e foi treinador da seleção de 2002 a 2006 – ele dirigiu o time na Copa da Alemanha. Com passagens por Usbequistão, Iraque, Catar, Turquia, Grécia e Rússia, o Galinho aposta que a Índia poderá, no futuro, ter uma seleção competitiva.

O que você espera encontrar na Índia? Quais são as suas expectativas?

Eu gosto de desafios. Será uma experiência nova e uma cultura totalmente diferente da nossa. Primeiro quero me adaptar ao país para poder executar bem o meu trabalho. É uma motivação abrir portas em mais um mercado, isso pode ser importante para outros profissionais também.

Quais são as semelhanças entre essa sua ida à Índia e o período que você passou no Japão?

Com relação a resultados, a Índia é semelhante ao Japão porque não tem nenhum resultado expressivo na história do futebol asiático. Mas na Índia eles já sabem o que é o futebol profissional, coisa que não existia no Japão quando eu fui para lá. Esse campeonato, com vários jogadores estrangeiros, pode ajudar a desenvolver o futebol indiano. Quando eu fui para o Japão, o meu objetivo não era conquistar títulos, mas tentar elevar o nível do futebol japonês e formar jogadores. Na Índia pode acontecer a mesma coisa. Se tudo der certo, eu posso ficar mais tempo lá.

Mas o seu contrato é de apenas três meses. Dá para fazer mudanças profundas no esporte em tão pouco tempo?

Realmente o período é curto e ninguém sabe se realmente vai dar certo, mas estamos lançando a semente para colher os frutos lá na frente. É bom lembrar também que depende de uma série de fatores para o futebol indiano crescer. Sozinho, não vou conseguir fazer nada. Quando fui para o Catar, o projeto era interessante, mas lá os jogadores pareciam não demonstrar tanto empenho e dedicação para que o futebol, de fato, evoluísse.

Como os atletas estrangeiros podem contribuir para a Índia se transformar em uma força do futebol?

Hoje, a Índia tem um futebol muito simples e mais fraco em relação aos grandes países da Ásia. Os estrangeiros poderão levar a cultura dos seus países para lá e esse intercâmbio de ideias é importante. Estamos juntos nessa caminhada. Mas não adianta só ter bons jogadores. Outros fatores, como estrutura e profissionalismo, são fundamentais.

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