Estátua de São Jorge quebra durante procissão no Corinthians

Estátua cai do altar no final do percurso e deixa dirigentes e torcedores chateados; veja a galeria

Marcel Rizzo, Jornal da Tarde

23 de abril de 2008 | 17h17

 Nilton Fukuda/AE A fase está tão ruim que nem São Jorge agüenta de pé. No dia do padroeiro corintiano, uma procissão no Parque São Jorge contou nesta quarta-feira com a presença do presidente do clube, Andrés Sanchez, e ex-jogadores, como o herói de 77 Basílio, mas o protagonista da tarde foi mesmo o santo: ele caiu do andor e acabou em pedacinhos.  Veja também:  Mais imagens da procissão A queda assustou parte das 300 pessoas que estiveram no local. E ali mesmo, um reduto da Fiel, começaram os maus presságios: será um sinal para a campanha no Brasileiro da Série B? "Nada disso. Foi um sinal positivo. O São Jorge se libertou de 14 anos de podridão no clube. Estamos em uma nova fase", disse a ex-presidente do Corinthians, Marlene Matheus, que organizou o evento desta quarta-feira.  Marlene Matheus se referiu ao período em que Alberto Dualib foi o presidente do Corinthians - ele renunciou ano passado debaixo de diversas acusações. "Ele (São Jorge) estava no andor, mas tinha um rapaz mais alto entre os que estavam levando e, na hora de entrar na capela para a missa, desequilibrou e caiu", contou a ex-presidente. Viúva do folclórico ex-presidente Vicente Matheus (já falecido), Marlene Matheus foi uma das pessoas que se agacharam para pegar os cacos do santo no chão, após a queda, e tentou consertá-lo ali mesmo. Não deu. Assim, a missa foi celebrada com São Jorge dividido. A informação inicial era de que o santo quebrado era aquele que a própria Marlene Matheus havia trazido da Turquia e que fora benzido pelo Papa João Paulo II. "Não é essa imagem. O São Jorge da Capadócia é de madeira, valioso, e não sai da capela. Esse que quebrou é de gesso. Você acha em qualquer lojinha por aí", explicou a ex-presidente. Marlene Matheus, inclusive, já é cotada para ser candidata a presidente nas próximas eleições do Corinthians, em janeiro de 2009. Mas ela garantiu que não duela com Andrés Sanchez, que deve disputar a reeleição. "Devemos compor uma chapa conjunta. Ele como presidente, eu como vice", revelou.  

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