Estevam administra crises palmeirenses

O técnico Estevam Soares assumiu de vez o papel de pára-raios no Palmeiras. Na falta de algum membro da diretoria com voz ativa no dia-a-dia do clube, o treinador se tornou especialista em gerenciar crises. A mais recente delas, a "greve de silêncio" dos jogadores com a imprensa, foi resolvida com uma bronca no elenco."Todos estão abatidos com as derrotas para o Guarani e o Flamengo, mas se negar a falar não vai resolver", afirmou o técnico. Depois do treino desta quinta-feira, Magrão e Lúcio conversaram com os repórteres.Não é a primeira vez que Estevam tem de contornar situações constrangedoras ou responder sobre problemas que fogem de sua alçada. Nas demissões do preparador físico Walmir Cruz, do assessor de imprensa Guilherme Prado e do atacante Renaldo, o treinador foi muito questionado. "É desgastante falar de assuntos administrativos, preciso estar concentrado na preparação do time", admitiu.O clima entre os jogadores é de visível tensão. No treino coletivo desta quinta-feira, Diego Souza levou entrada por trás de Correia e os dois discutiram. Mas Magrão garante que a jogada não teve maiores conseqüências."Em todo treino acontece isso", disse Magrão, que também negou o boato que teria brigado com o atacante Thiago Gentil depois do jogo contra o Flamengo e garantiu que só deixa o Palmeiras por proposta irrecusável. "Tem de ser algo para resolver minha vida." Já o lateral-esquerdo Lúcio aproveitou as entrevistas desta quinta-feira para revelar que recebeu propostas de clubes mexicanos, aumentando a lista de jogadores que podem deixar o Palmeiras no final do ano. Já fazem parte desta lista o goleiro Sérgio, o lateral Baiano e o meia Pedrinho.Para enfrentar o Goiás, sábado, no Serra Dourada, em Goiânia, Estevam confirmou a escalação de Pedrinho no ataque, ao lado de Osmar. Assim, Diego Souza deve ganhar uma vaga no meio-de-campo.

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