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Estevam impõe linha dura no Palmeiras

Começa a era do "trabalho, trabalho, trabalho" e do "aperta, aperta, aperta" com a chegada do técnico Estevam Soares no Palmeiras. O técnico procurou se esquivar de rótulos no seu primeiro dia no comando da equipe, mas tão logo começaram as atividades do dia foi inevitável não deixar de notar seu jeito aguerrido e exigente. E os jogadores perceberam que o novo treinador não pretende economizar nos berros para fazer a equipe funcionar em campo. Antes do treino, porém, o técnico foi apresentado junto com seu assistente, Gérson Sodré e, depois de dizer que estar no Palmeiras era a realização de um sonho, colocou-se na posição de alguém que tem pela frente o maior desafio da carreira. "Sei que não tenho muitos títulos nacionais, mas esta é a primeira equipe de maior expressão na qual tenho a oportunidade de trabalhar", disse Estevam. Sobre sua contratação, o novo técnico admitiu ter sido pego de surpresa pelo convite do Palmeiras no momento em que levava a Ponte Preta às primeiras posições na tabela do Campeonato Brasileiro. "Mas acho que me encontro capacitado para assumir depois de 32 anos de futebol, dos quais 11 como técnico, e pretendo agarrar essa chance com unhas e dentes." No seu trabalho, disse ter influências dos técnicos com os quais trabalhou como atleta como Zé Duarte, Tim, Orlando Fantoni, Cilinho e Rubens Minelli. Para ser bem sucedido no projeto de levar seu novo clube aos esperados títulos, Estevam diz não ter fórmula mirabolante. "É trabalho, trabalho e trabalho." E, segundo o treinador - que deve fazer uma intertemporada no intervalo de 15 dias do Campeonato Brasileiro e tem o costume de concentrar suas equipes 48 horas antes de um jogo - empenho é uma das coisas das quais não abre mão quando o assunto é a atitude dos seus comandados. "Não sei de atleta que se poupe durante os treinos que tenha êxito nas partidas." Apesar de ter chegado ao clube com fama de disciplinador, o técnico recusou o rótulo de "sargento" e preferiu afirmar que em uma equipe todos têm direitos e deveres. "Sou um cara que cobra quando é preciso, mas também sei conversar e agir como um pai se for o caso - especialmente com os jogadores mais jovens, que estão sujeitos a muito assédio." Ao mesmo tempo em que procurou demonstrar ponderação no que diz respeito à disciplina, Estevam deixou claro que não vai tolerar excessos, principalmente na vida noturna. "O atleta deve se cuidar porque a carreira é curta. Noite e bebida não são compatíveis com quem tem o físico como ferramenta de trabalho", ponderou. "Mas todo muito tem direito ao lazer, a dormir mais tarde no dia de folga." O técnico também falou da lista divulgada pela torcida organizada Mancha Alviverde que apontou nomes a serem dispensados pelo clube. "Acho que foi uma forma democrática de se manifestar. Melhor do que muitas torcidas que chegam às vias de fato." Para o treinador, cabe aos jogadores reverter o quadro. "Todos sabem que um dia você está sendo criticado e duas semanas depois pode estar prestigiado."

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