Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Estratégia de Felipão em busca do hexa se sustenta em quatro pilares

Estrutura, experiência, vontade de vencer e apoio do torcedor são as armas da seleção

Luiz Antônio Prósperi - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2014 | 07h02

TERESÓPOLIS - A comissão técnica da seleção brasileira se sustenta em quatro pilares para conquistar o hexa no Maracanã. Começa com a estrutura montada na Granja Comary, passa pela experiência do técnico Luiz Felipe Scolari e do coordenador Carlos Alberto Parreira em Mundiais, contempla ainda a gana dos jogadores e fecha com a política de atrair o torcedor para empurrar o time, no modelo adotado na Copa das Confederações ano passado.

Esses quatro conceitos - estrutura, experiência, vontade de vencer e apoio do torcedor -, na avaliação de Felipão e Parreira, são fundamentais para o Brasil levantar a taça.

O porta-voz dessa empreitada tem sido o coordenador técnico. "Se formos organizados fora de campo, já podemos dizer que estamos com a mão na taça. Falo isso porque, dentro de campo, vai ser duro ganhar do Brasil. Quero ver quem vai ganhar da gente", repetiu Parreira, nesta terça, em conversa informal com os jornalistas.

O tom quase ufanista de Parreira parte do princípio de que o primeiro alicerce já foi fincado com a ampla reforma da Granja Comary, ao custo de cerca de R$ 15 milhões - as obras foram concluídas em abril.

"Temos agora, com certeza um dos melhores centros de treinamentos do mundo. Comissão técnica e jogadores têm tudo à disposição na Granja. Não vai ser por falta de estrutura que não vamos ser campeões", disse Felipão, na recente visita ao Estado.

Entre os jogadores, o sentimento é o mesmo. Acostumados à infraestrutura dos grandes clubes europeus onde jogam, eles conheceram na segunda-feira as novas instalações da concentração da seleção e ficaram impressionados. "Agora a gente só não ganha (a Copa) se não quiser", disse o capitão Thiago Silva ao site da CBF quando teve acesso às modernas instalações da Granja.

A estrutura não se restringe ao complexo esportivo à disposição dos atletas. Era preciso pensar em atender a mídia e os patrocinadores da CBF e atletas. Nasceu aí o conceito de dar à Granja um padrão Fifa. "Montamos esse centro (de mídia) no modelo de Copa do Mundo, nem poderia ser diferente. Só de jornalistas vamos receber aqui mais de 1.800 profissionais", avalia Rodrigo Paiva, diretor de comunicações da CBF.

Com a Granja equipada e a imprensa atendida, a comissão técnica reforçou a tese de enfiar na cabeça dos jogadores da importância de se conquistar a Copa em casa. Felipão, Parreira e assessores foram buscar o conceito adotado na Copa das Confederações quando se construiu a unidade do grupo.

"Não é por nada não, mas quando a gente olha para o Felipão e o Parreira, pelo histórico de Copas que eles têm, não tem como não se motivar para ser campeão jogando a Copa do Brasil. Eles são fundamentais para alcançarmos o nosso objetivo", disse o goleiro Julio Cesar, nesta terça-feira, encampando o sentimento geral entre os jogadores.

O último alicerce é trazer o torcedor para empurrar a seleção. Mais uma vez entram em campo Parreira e Felipão. A ordem é evitar ao máximo condenar as manifestações populares contra a Copa e semear na mídia que a torcida está com a seleção. "O povo está com a seleção", disse Parreira. "Temos de jogar como na Copa das Confederações. Marcar o primeiro gol e trazer a torcida para jogar junto", emenda Felipão.

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