Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Estratégias de 2016 reaparecem, mas não salvam Palmeiras da crise

Clube resgata tradições de ano vitorioso, como treinador, auxiliar e escolha por Atibaia, para tentar reagir na temporada

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2017 | 07h00

O resgate de amuletos e estratégias de 2016 não salvou o Palmeiras de sucessivas crises nesta temporada. A equipe recorreu a algumas armas do ano do título brasileiro para tentar corrigir o rumo em 2017, mas a cerca de três meses para o fim do calendário, o clube vê que as medidas foram insuficientes.

"O nosso grupo é bom, o nosso elenco é muito bom, assim como todos sabem. Mas, infelizmente, as coisas não estão acontecendo. Temos de ter paciência e perseverança", disse Cuca no último domingo depois da derrota para a Chapecoense.

A primeira tentativa de aumentar o rendimento com base nas ações do último ano foi promover de volta o técnico Cuca. Em maio, já eliminado no Campeonato Paulista, o Palmeiras demitiu Eduardo Baptista e apostou no retorno do comandante do título nacional. 

O treinador voltou com o respaldo da torcida e encarregado de repetir o trabalho do ano anterior com a ambição de conquistar a Copa Libertadores. A primeira partida dele foi na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. A vitória sobre o Vasco por 4 a 0, mesmo placar da estreia de 2016, aumentou o otimismo sobre o retorno.

Como o time passou o mês de maio com atuações irregulares, em junho o treinador tratou de recuperar outro pilar importante para o sucesso de 2016. Cuca pediu à diretoria e foi atrás de Alberto Valentim. 

O auxiliar técnico do Palmeiras havia deixado o clube para o projeto de ser treinador. Depois de dirigir o Red Bull no Campeonato Paulista, Valentim aceitou a convocação de Cuca para retornar ao clube onde tem bom ambiente com os jogadores e exerce nos anos anteriores trabalho importante na parte tática dos treinamentos.

Os dois retornos à comissão técnica ainda não trouxeram o resultado esperado. O mês de julho trouxe na sequência derrotas para o Barcelona, pela Copa Libertadores, e para o Corinthians, em casa. Os resultados negativos fizeram Cuca a trocar de goleiro e retomar outra aposta certeira de 2016.

Uma semana após a derrota no clássico, o Palmeiras enfrentou o Flamengo no Rio com Jailson na vaga de Fernando Prass. O substituto foi uma das maiores surpresas na campanha do título nacional. No retorno, defendeu pênalti cobrado por Diego, segurou o empate por 2 a 2 e mantém até agora a façanha de jamais ter perdido um jogo de Campeonato Brasileiro.

Às vésperas da eliminação na Copa Libertadores, o Palmeiras tentou outra medida que deu certo no ano passado. O elenco recorreu à concentração em Atibaia. Foram dois dias na cidade do interior, onde se refugiou no ano passado antes da reta decisiva do Brasileiro. Na noite da queda diante do Barcelona até o amuleto da calça cor de vinho reapareceu. Cuca havia deixado a peça de lado, porém a resgatou para dirigir o time na partida decisiva. Apesar da vitória no tempo normal, a equipe deu adeus na competição ao perder nos pênaltis.

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