Estréia especial para Estevam Soares

O técnico Estevam Soares terá uma estréia emblemática no Campeonato Brasileiro de 2005. Vai estrear neste sábado no comando do São Caetano, justamente contra o Palmeiras - time onde trabalhou por 9 meses e do qual havia sido dispensado antes de acertar com a equipe do ABC. Estevam tenta não valorizar demais a partida deste sábado. Diz que esta será apenas uma das ?42 decisões? que o time terá pela frente ao longo do campeonato. "É claro que vou querer ganhar este jogo, mas talvez, não mais do que os outros que teremos pela frente. Tenho certeza que deixei bons amigos lá no Palmeiras, mas agora preciso dar o máximo em prol do São Caetano", comentou ele, que trabalhou no Alviverde até o dia 14 de fevereiro, um dia após o empate de 2 a 2 com o União São João, em Araras, pela sétima rodada do Campeonato Paulista, quando acabou saindo. Estevam não acha que seu time entra como favorito para esta partida, já que o adversário vem de uma crise e uma recente troca de treinador (Candinho por Paulo Bonamigo). "Há dois fatores nesta mudança. Um deles é de que não houve tempo de assimilar um trabalho do novo técnico. Outro é que, com certeza, os jogadores vão dar a vida para mostrar que têm condições de vestir a camisa do clube". Estevam, porém, garante que não deixou nenhuma mágoa do ex-clube: "Sou grato ao Palmeiras, que me deu oport unidade de mostrar meu trabalho. Ano passado terminamos entre os primeiros no Brasileiro, mesmo com muitos problemas na reta final. Tanto que garantimos uma vaga na Taça Libertadores". Para Estevam Soares, o Palmeiras dispõe de excelentes jogadores e cita, entre eles, Marcos, os zagueiros Nem e Gláuber, o volante Magrão e o meia Pedrinho. Lembra, no entanto, que o São Caetano também está forte. "Temos um grupo homogêneo, com muita força na marcação. Acho que temos condições de brigar pelas primeiras posições e, naturalmente, pelo título", disse. Para a estréia existem algumas dúvidas, começando pelo esquema tático: 3-5-2 ou no 4-4-2. Na intertemporada realizada em Itu na última semana, o treinador gostou mais da primeira opção. Neste caso, o zagueiro Neto entraria jogando. Se optar pelo 4-4-2, o volante Raulen será escolhido para começar a partida. Outra dúvida é no setor de criação, onde Fábio Pinto e Anaílson disputam uma vaga. As novidades são as voltas do meia Marcinho e do lateral Triguinho, que estavam contundidos. Em contrapartida, o zagueiro Gustavo e o meia Canindé permanecem recuperando-se fisicamente depois de sofrerem contusões. Houve um treino tático pela manhã em Itu e à tarde a delegação seguiu para a concentração, na região do ABC. HISTÓRIA E TABU - Em cinco anos de história no Brasileirão, o São Caetano jamais terminou fora dos dez primeiros colocados. Ano passado, o clube terminou em quinto, no entanto, no tapetão, acabou despencando para a 18ª posição, com 53 pontos. O clube foi punido por causa da morte do zagueiro Serginho. No julgamento do STJD o time do ABC acabou perdendo 24 pontos. "O clube tem a tradição de realizar boas campanhas. Nossa meta é manter o retrospecto positivo", afirma o diretor de futebol Genivaldo Leal. O São Caetano defende um importante tabu. Em cinco anos de Campeonato Brasileiro, o time jamais perdeu para o Palmeiras no estádio Anacleto Campanella. É bem verdade que foram apenas dois jogos: em 2001 (1 x 0 São Caetano) e em 2004 (1 x 1). No confronto geral há um forte equilíbrio: em 14 jogos, são seis vitórias do Azulão, dois empates e seis derrotas.

Agencia Estado,

23 Abril 2005 | 12h08

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