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Eto'o diz que possível greve tem a ver com número de convidados e dinheiro

Atacante já organizou outros movimentos contra os cartolas da federação camaronesa

O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2014 | 10h32

SÃO PAULO - Após a divulgação de uma possível greve dos jogadores da seleção de Camarões às vésperas da Copa do Mundo, o atacante Samuel Eto'o concedeu entrevista ao jornal Le Jour, em que explica o conflito entre os jogadores com os dirigentes da federação. Além de confirmar as divergências em relação à premiações, o atleta, que atuou pelo Chelsea na última temporada, explicou que a briga também tem a ver com o número de familiares que cada um dos lados poderá levar ao Brasil.

Conhecido opositor dos dirigentes da federação, o atacante exigiu mais transparência dos cartolas. "Infelizmente, não sabemos o destino dos recursos que são utilizados pelos líderes em seu lazer. Queremos saber o que aconteceu com o R$ 1,5 milhão (500 mil euros) que a Puma pagou. Sem mencionar o dinheiro pago pelos patrocinadores locais", afirmou Eto'o, que ainda disse não saber o quanto a Fifa vai pagar a cada jogador de Camarões.

Mesmo assim, o atacante afirmou que a questão monetária não é a prioridade. "A seleção não é uma questão de dinheiro para mim e para meus companheiros. A gente estuda até mesmo doar boa parte da premiação para institutos de caridade. Nossa preocupação é de como os líderes da Fecafoot (Federação Camaronesa) administram os recursos financeiros do nosso futebol", disse.

Segundo a imprensa local, o ministério dos Esportes e a federação camaronesa teriam oferecido um valor equivalente a R$ 50 mil para cada jogador pela disputa da Copa. Após uma suposta rejeição por parte do elenco, a quantia teria sido aumentada para R$ 56,9 mil e novamente recusada, inclusive, ameaçando não entrarem em campo para amistoso no próximo dia 1º, contra a Alemanha. Sobre isso, Eto'o desmentiu informação e acusou os jornalistas de "estarem tentando desestabilizar o elenco".

Além disso, o atacante também falou sobre o excessivo número de convidados por parte da federação. O jogador contestou os 100 convidados e acredita que os atletas possuem mais direito. ""Se os dirigentes têm permissão para levar suas famílias, namoradas, motoristas e membros de suas vilas, por que os jogadores não podem fazer o mesmo considerando que são os atores principais disso tudo?", questionou.

O histórico de brigas entre jogadores e dirigentes é antiga. A equipe já chegou a não entrar em campo após os atletas não receberem por um amistoso contra a Argélia em 2011. No ano passado, Samuel Eto'o cumpriu sete partidas de suspensão, após organizar os jogadores para fazer outra greve.

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