Eto'o é acusado de sonegar impostos na Espanha

Um promotor espanhol acusou o atacante camaronês Samuel Eto'o de conspiração para sonegar 3,5 milhões de euros (4,4 milhões de dólares) em impostos relativos aos seus direitos de imagem, na época em que ele jogava no Barcelona (2006-09).

Reuters

29 de junho de 2012 | 00h02

O ex-atacante do Barça e da Inter de Milão, hoje no russo Anzhi Makhachkala, é acusado de quatro crimes tributários, todos eles puníveis com até cinco anos de prisão e multas de até 21 milhões de euros.

O processo, ao qual a Reuters teve acesso na quinta-feira, foi aberto no dia 15, pedindo ao juiz que aceite a denúncia antes que a infração prescreva, no próximo sábado.

Eto'o teria aberto duas empresas, uma na Hungria e outra na Espanha, nas quais canalizava os dividendos dos seus direitos de imagem cedidos ao Barcelona e à marca Puma, segundo o promotor.

A empresa húngara pagava uma das menores alíquotas de imposto empresarial na Europa - 10 a 19 por cento -, ao passo que a espanhoa se beneficiava de uma alíquota reduzida de 30 a 35 por cento, em vez do imposto de renda de 45 por cento, segundo a acusação.

Eto'o também teria usado a empresa espanhola para deduzir gastos pessoais, como a compra de móveis, financiamentos imobiliários e gastos com carros de luxo, segundo a acusação.

O jogador e seu atual clube não foram imediatamente localizados para comentar.

(Por Teresa Larraz Mora)

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