Eto'o relaciona processo por sonegação a 'assessoria fraudulenta'

BARCELONA - Acusado pelo Serviço Especial de Crimes Financeiros da Promotoria de Barcelona de ter sonegado cerca de 3,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 9 milhões) no período entre 2006 e 2009, o atacante Samuel Eto'o culpou supostas fraudes de seu ex-representante José María Mesalles pelo processo.

EFE

29 de junho de 2012 | 16h07

O valor corresponde à receita obtida pelo jogador camaronês junto ao Barcelona, clube que defendeu no período, e à marca esportiva Puma.

Segundo o processo interposta pelo Ministério Público e ao qual a Agência Efe teve acesso, Eto,o, que agora defende o Anzhi, da Rússia, deveria ter tributado tais receitas "como rendimentos de capital móvel, em suas declarações de imposto de renda".

No entanto, Eto'o simulou que tais direitos de imagem haviam sido cedidos a duas empresas residentes na Hungria e Espanha, visando reduzir de forma fraudulenta os tributos que recairiam sobre seus recebimentos.

Em comunicado enviado à Efe, Eto'o lembra que em 15 de novembro do ano passado moveu uma ação contra Mesalles, que até 21 de março de 2011 tinha sido seu representante, advogado, assessor, administrador patrimonial e homem de confiança, e que atuava com poderes amplos que ele mesmo concedeu em 2003.

No comunicado, o jogador informa que devido a essas "manobras fraudulentas" das quais foi alvo causaram "a perda de controle" da sociedade Bulte Empresarial, sociedade na qual estava parte de seus bens.

"O problema fiscal no qual me vejo envolvido se insere neste contexto de assessoria desleal e fraudulenta da qual fui vítima, e que alcança também a cobrança de direitos de imagem como jogador", disse Eto'o, que lembra que Mesalles era quem se encarregava de todos seus assuntos legais, econômicos e fiscais.

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