EUA jogam com a Bélgica para serem a nova surpresa da Copa

Equipe americana joga nesta terça-feira contra os belgas, que não têm correspondido à fama de seleção promissora de antes da Copa

Fernando Faro - Enviado especial a Salvador, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2014 | 22h00

Em uma Copa marcada por surpresas, o confronto entre Bélgica e Estados Unidos, às 17 horas, na Fonte Nova, não foge à regra. Não pelo lado dos belgas, apontados como candidatos a sensação do Mundial e líderes do seu grupo, mas foram poucos os que imaginavam os norte-americanos capazes de superar Portugal e Gana no grupo G. Contagiados pela ‘febre’ do futebol, eles novamente entram como azarões e esperam continuar surpreendendo.

“Estamos famintos, o céu é o limite”, afirma um confiante Jürgen Klinsmann. O otimismo do treinador é compartilhado por jogadores e, pelo que apresentou até aqui, imaginar uma vitória dos Estados Unidos passa longe do absurdo. A equipe mostrou consistência na fase de grupos e enterrou o estigma de que o país é presa fácil para os adversários. Até a Alemanha, uma das favoritas ao título, sofreu para vencer por 1 a 0 na última partida da primeira fase.

Mais que motivados pelo feito de chegar às oitavas, os jogadores entrarão em campo empurrados por um país que parece, enfim, começar a entender o futebol e que, efetivamente, estará de olho no que acontecerá na Fonte Nova. “Significa muito ver essas fotos da nossa torcida e sabemos que eles estarão em todo o estádio e também em suas casas”, disse Klinsmann. 

O otimismo americano vem na contramão dos belgas, que nem de longe correspondem às expectativas de antes do torneio, quando eram apontados como candidatos a sensação. Nem mesmo as três vitórias na fase de grupos – fato inédito para o país – ajudou a diminuir a decepção com jogos enfadonhos e de placares magros. Os belgas marcaram apenas quatro gols na primeira fase, dois deles (contra Argélia e Rússia) nos minutos finais.

A expectativa do grupo agora é apagar a má impressão deixada na primeira fase e retomar o futebol de velocidade. “Não significa que somos favoritos, mas estamos acostumados a tomar o controle do jogo, é assim que gostamos”, disse o treinador belga, Marc Wilmots.

“Sempre há coisas a melhorar e temos uma estrutura e uma boa organização, nossa equipe está coesa”, defendeu-se Wilmots, que ainda aproveitou para criticar a imprensa. “Antes de a Copa começar, a Espanha era maravilhosa.”

Os EUA terão o retorno de Altidore, que se machucou na estreia contra Gana. A tendência é que ele comece jogando, mas Klinsmann não quis confirmar. “Ele está liberado, isso é o mais importante por enquanto.” Se escalá-lo desde o início, Dempsey deve ser recuado para o meio. “O chefe define o esquema tático, faremos o que ele julgar melhor”, disse o camisa 8.

A Bélgica, por sua vez, faz mistério sobre a presença de Kompany no miolo de zaga, mas a tendência é que o capitão não tenha condições de jogo após sentir a virilha. “Ele faz muita falta como desfalque, porque é um pai para nosso time, está sempre tomando as decisões”, lamentou Vertonghen, que ocupará a vaga na lateral-esquerda, no lugar de Vermaelen.

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