Philippe Desmazes/AFP e Denis Balibouse/Reuters
Philippe Desmazes/AFP e Denis Balibouse/Reuters

EUA x Holanda: técnicas superam homens e decidem a Copa do Mundo Feminina

Com a maioria do comando das seleções em mãos masculinas, Jill Ellis e Sarina Wiegman brilham na decisão do Mundial

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2019 | 19h29

A Copa do Mundo Feminina chega ao fim neste domingo, com o duelo entre Estados Unidos e Holanda, tendo como um dos destaques as técnicas das duas seleções. Embora o torneio seja de mulheres, os homens ainda são maioria no comando das equipes. Por isso, o feito da britânica (que comanda os EUA) Jill Ellis e da holandesa Sarina Wiegman se torna ainda maior, já que apenas nove das 24 seleções foram comandadas por mulheres no Mundial.

Além das duas finalistas, também foram comandadas por mulheres as seleções da França, Itália, Alemanha, África do Sul, Escócia, Japão e Tailândia. Dos nove, cinco times avançaram para as quartas de final. A única vez que duas seleções chegaram na decisão tendo ambas mulheres no comando foi em 2003, quando Alemanha e Suécia decidiram a competição. Desde então, sempre uma mulher esteve na decisão. 

Os Estados Unidos e a Holanda chegam na decisão com sentimentos bem distintos. As norte-americanas são favoritas pela tradição e campanha que fizeram. Dentre outros feitos, aplicaram a maior goleada da história do torneio - 13 x 0 sobre a Tailândia. Já as holandesas também apresentaram um excelente futebol, mas embora fossem uma das potências europeias, não apareciam entre as favoritas para chegar na decisão. 

O sucesso das duas seleções muito se devem aos talentos de Jill Ellis e Sarina Wiegman. Conheça mais sobre as duas treinadoras. 

QUEM É JILL ELLIS?

Ellis é britânica, mas foi morar nos Estados Unidos na década de 80 justamente para jogar futebol. Após pendurar as chuteiras, trabalhou nas divisões de base do futebol norte-americano, se tornou assistente do time principal e em 2014 assumiu o comando da seleção. No ano seguinte, conquistou a Copa do Mundo e se mantém no cargo deste então. 

QUEM É SARINA WIEGMAN?

Defendeu a seleção holandesa entre o fim da década de 80 até o começo dos anos 2000. Após a aposentadoria, se aventurou como treinadora, conquistou alguns títulos na Holanda e se tornou assistente técnica da seleção holandesa em 2014. Permaneceu no cargo até 2017, quando assumiu o comando do time e seis meses depois conquistou a Eurocopa, se tornou uma referência em seu país. 

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