Europa? Gil prefere o Corinthians

A maior parte dos jogadores de futebol corre atrás das propostas do exterior como românticas adolescentes buscam um príncipe encantado. Sabendo disso, é estranho ver um atleta como Gil, do Corinthians, recusar sem pensar duas vezes o assédio dos clubes estrangeiros. ?Não é hora de sair. Sei que ainda tenho muito a mostrar aqui no Brasil e quero me desenvolver cada vez mais antes de pensar em jogar fora.? Segundo seu empresário, Gilmar Rinaldi, times da França, Rússia e Ucrânia tentaram levá-lo, mas ele preferiu ficar.Rinaldi diz ter conversado bastante com o jogador e entendeu sua decisão. ?O Gil tem uma ótima cabeça. Fala pouco, mas sabe o que faz. As propostas eram boas financeiramente, mas nós chegamos a um consenso de que seria melhor para sua carreira se ele se mantivesse no futebol brasileiro?, disse o empresário.Gil, após duas partidas afastado por contusão, deve voltar ao time no clássico contra o Palmeiras, domingo. Ele lembra de sua campanha neste Campeonato Brasileiro para justificar sua expectativa de um dia ser mais valorizado. ?O Corinthians vinha mal na competição e eu sei que não estava bem também. Mas aí comecei a jogar bem, o time cresceu e hoje todos reconhecem nosso trabalho?, afirmou o atacante de 23 anos. ?Todo atleta sonha ir para a Europa um dia. Para mim, quem sabe daqui a alguns anos.?Luto - Convicto, o jogador só vacilou emocionalmente ao falar da morte, ontem (23), de um dos funcionários mais conhecidos do Parque São Jorge. Gentil Rodrigues de Brito, de 63 anos, o ?Kojak?, era o chefe de segurança do time profissional e faleceu após dois enfartes, ocasionados por uma crise de úlcera. ?Nós, jogadores, estávamos brincando que ele agora deve estar no céu barrando a entrada de quem chega lá. Era amigo de todos nós. Estamos muito tristes?, afirmou GilO velório foi realizado pela manhã desta terça-feira na capela do Parque São Jorge. Compareceram atletas, dirigentes e funcionários do clube. Há dez anos Kojak era o encarregado da segurança do departamento profissional e há mais de 20 anos, alternando várias funções, trabalhava no Corinthians. Foi enterrado no início da tarde, no cemitério da Vila Formosa, zona leste.

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