Europeus ameaçam barrar liberação para a seleção nos Jogos 2016

Principais cartolas do maiores clubes da Europa se reuniram para ameaçar e exigir que a Fifa negocie um calendário internacional

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2014 | 08h52

Os clubes europeus ameaçam barrar a liberação de qualquer jogador brasileiro para a Olimpíada de 2016 se, no mesmo ano, a Copa América for realizada e incluída no calendário da Fifa. Nesta terça-feira, em Genebra, os principais cartolas do maiores clubes europeus se reuniram para fazer a ameaça e exigir que a entidade sente à mesa para negociar um calendário internacional. Sem um acordo, existe o risco de que os clubes europeus se recusem a liberar até mesmo para amistosos neste ano e em 2015.

"O acordo com a Fifa acabou no dia 15 de julho. Não há um entendimento no momento e estamos esperando sinais da Fifa", declarou Karl Heinz Rummenigge, presidente da Associação Europeia de Clubes. "Não temos obrigação de liberar jogadores e temos uma posição forte. Na Copa, 76% dos jogadores eram empregados de clubes europeus. Nossa posição é forte no mundo do futebol", insistiu o alemão.

Mas o que mais preocupa é o calendário para 2016. Em dois anos, a Olimpíada do Rio acontece em agosto e, poucos meses antes, a Copa América está sendo programada para ser realizada nos EUA.

"Não há como liberar os jogadores para ambos torneios. Os sul-americanos terão de pagar o preço com a Olimpíada", declarou Umberto Gandini, vice-presidente dos Clubes Europeus e CEO do Milan. "Os jogadores não poderão participar da Copa America e Olimpíada", insistiu. 

Uma primeira partida que poderia ser afetada envolveria o confronto no dia 11 de outubro entre Brasil e Argentina, na China. Messi, Di Maria, Neymar, David Luiz e diversos outros jogadores podem ser impedidos por seus clubes a viajar até o continente asiático. 

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