Evolução transforma o antigo Palestra em uma nova arena palmeirense

Tradicional estádio Palestra Itália fica na memória de todo torcedor do Palmeiras e dá lugar para a moderna Allianz Parque

Daniel Batista, Diego Salgado, Glauco de Pierri, Gustavo Zucchi, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2014 | 06h00

Poucos clubes do Brasil possuem uma ligação tão forte com seu estádio quanto o Palmeiras. O antigo Palestra Itália, futura Allianz Parque, se tornou uma parte de todo o torcedor palmeirense e essa linda história teve início em 1917, quando o time Palestra Itália passou a alugar o estádio que pertencia à Companhia Antarctica Paulista.

Três anos depois, o clube comprou o terreno e passou a ser proprietário do local, mas com uma cláusula curiosa: o Palmeiras era obrigado a comercializar apenas produtos da Antarctica até 2003 no local, por isso muita gente chama até hoje o estádio de Parque Antarctica.

O clube fez diversas reformas e o estádio demonstrava uma clara evolução. No final da década de 50, foi iniciada uma nova e profunda reforma, onde a arquibancada foi totalmente reconstruída e o campo foi suspenso, dando origem ao nome de “Jardim Suspenso”, para a criação dos vestiários no subsolo.

Após tantas alegrias e adversários sendo derrotados pela pressão da torcida, em 2010 o estádio foi fechado para sua reconstrução e ficou apenas a história. Em sua casa, o Palmeiras foi campeão da Libertadores (1999), Mercosul (1998), Rio-São Paulo (1933), e conquistou seis Paulistas (1920, 1926, 1933, 1936, 1976 e 2008), dentre outras conquistas. O jogo de despedida aconteceu no dia 9 de julho de 2010 e o convidado para a festa foi o Boca Juniors, que em março de 94 foi goleado por 6 a 1 no estádio, em uma das partidas mais marcantes da história do Palmeiras.

Desde então, o estádio está sendo transformado em uma arena multiuso e que será referência no País. A obra, que deve ser finalizada em breve, vai transformar o antigo Palestra Itália, que comportava 27.650 torcedores, em uma arena para 43.600 pessoas.

O estádio terá cobertura especial, telões, uma acústica que não permite o vazamento de som, dentre tantas novidades tecnológicas e que proporcionarão uma sensação diferente ao torcedor que for assistir a partida no estádio. A construção seguirá os padrões solicitados pela Fifa.

A expectativa é que a arena continue sendo uma ameaça para os adversários e uma força extra ao time alviverde, como tanto foi o Palestra Itália. E, claro, que os títulos continuem sendo conquistados, desta vez em uma casa muito mais moderna e bonita de se ver.

RECEITA

Financeiramente, a arena tem tudo para ser boa ao Palmeiras. A WTorre, construtora responsável pela obra, ficará responsável pela arena durante 30 anos. Neste período, o clube terá poucos gastos com o estádio e vai receber uma porcentagem de quase tudo que for comercializado no local. E em breve, o Alviverde volta para casa.

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