Ex-árbitro Armando Marques morre aos 84 anos no Rio de Janeiro

Considerado um dos melhores juízes da história do futebol brasileiro, ele foi vítima de insuficiência renal e faleceu durante a madrugada

Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2014 | 10h53

O ex-árbitro Armando Marques, que foi também presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, faleceu na madrugada desta quinta-feira, no Rio, aos 84 anos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Marques foi internado na terça-feira com quadro grave de insuficiência renal, na Coordenação de Emergência Regional (CER) do Leblon, na zona sul do Rio, e não resistiu.

Como árbitro, Marques apitou as finais dos Campeonatos Brasileiros de 1962, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 71, 73 e 74. Neste último, na decisão entre Vasco e Cruzeiro, o time carioca vencia por 2 a 1 e o juiz anulou gol legítimo do cruzeirense Zé Carlos. Seria o gol do título dos mineiros. Marques também foi o juiz de cinco finais do Campeonato Carioca (1962, 65, 68, 69 e 76). O mesmo ocorreu em três estaduais de São Paulo (1967, 71 e 73) e de Minas Gerais (1967).

Ao longo da carreira, Marques se envolveu em outras polêmicas, mas foi também considerado um dos melhores do País. Na decisão do Campeonato Paulista de 1973, o árbitro cometeu um erro e encerrou a decisão por pênaltis antes do encerramento. 

Na ocasião, o Santos vencia a Portuguesa por 2 a 0 - após três cobranças. O adversário, por sua vez, havia errado os três primeiros pênaltis e tinha, portanto, chances de empatar a decisão. Quando Marques percebeu o equívoco era tarde, a Portuguesa já havia deixado o Morumbi. No dia seguinte, a Federação Paulista de Futebol declarou os dois times campeões. 

O árbitro, após encerrar a carreira, ficou à frente da Comissão Nacional de Arbitragem por oito anos até ser afastado em 2005, após a crise da chamada "Máfia do Apito", que envolvia os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon.

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