Atef Safadi/EFE
Atef Safadi/EFE

‘Ex-azarões’, Japão e Senegal se enfrentam para encaminhar vaga

Vencedor do confronto deste domingo, às 12 horas, em Ecaterimburgo, ficará perto das oitavas de final

O Estado de S.Paulo

24 Junho 2018 | 00h00

Tidos como azarões do Grupo H antes de a Copa do Mundo da Rússia começar, Japão e Senegal mudaram as suas imagens com estreias vitoriosas no torneio e se enfrentam neste domingo, às 12 horas (de Brasília), na Arena Ecaterimburgo, em Ecaterimburgo, para encaminhar a vaga nas oitavas de final.

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As vitórias dos japoneses e senegaleses, ambas por 2 a 1, sobre Colômbia e Polônia, respectivamente, colocou os dois rivais deste domingo na liderança da chave. Desta maneira, quem vencer o confronto tem boas chances de garantir antecipadamente um lugar no mata-mata do Mundial.

O triunfo japonês sobre a Colômbia, inclusive, foi histórico, já que foi o primeiro de um time asiático sobre uma equipe sul-americana na história dos Mundiais. Enquanto que o resultado positivo da equipe senegalesa em cima da Polônia significou a primeira vitória de uma seleção africana nesta Copa.

Se houver um vencedor no duelo, que será o primeiro entre as seleções na história das Copas do Mundo, este estará classificado antecipadamente à próxima fase caso haja empate no jogo seguinte do dia entre Polônia e Colômbia.

 

Apesar de terem estilos diferentes de jogar, as seleções de Japão e Senegal mostraram semelhanças neste Mundial. As principais delas são a marcação forte e a obediência tática dos jogadores, extremamente necessárias nas duas vitórias conquistadas por cada um.

Do lado japonês, Kagawa e Osako, que fizeram os gols do time na partida anterior, são os destaques. Os experientes Nagamoto, Honda e Okazaki - este é o maior artilheiro em atividade da seleção de seu país - e o jovem Inui também são peças importantes do grupo.

Todos estes jogadores são apenas peças importantes de uma engrenagem que tem como principal protagonista o coletivo. E é no jogo em equipe, com disciplina tática e organização, que aposta o técnico Akira Nishino em busca de outra vitória na Rússia. O treinador assumiu a equipe a pouco mais de dois meses do início do torneio e tem tido êxito na missão de mudar o cenário pessimista em torno do Japão, transformando a seleção de desacreditada a um candidato a passar de fase.

"Os jogadores japoneses podem ser mais fracos individualmente comparados aos do Senegal, mas nosso ponto forte é o jogo coletivo. Queremos provar isso e mostrar ao mundo na próxima partida", apontou o treinador, que deve escalar os mesmos jogadores do duelo inicial.

O bom ambiente na concentração dos jogadores senegaleses, em que permeia a música, dança e gargalhadas, mostra a união do grupo, mas não é um indício de que eles se acomodaram com a boa atuação na primeira partida. Pelo contrário. O discurso adotado é o de pés no chão para conter a euforia antes do confronto que pode valer a classificação aos africanos.

"Nós temos muita sorte de ter um grupo em que todos, inclusive a comissão, dão gargalhadas. A atmosfera é ótima, é saudável, não há ciúmes, nada. É como uma família, e isso nos faz fortes", declarou o atacante Niang, autor do gol que selou a vitória sobre a Polônia.

Dele e de Sadio Mané, astro do Liverpool, da Inglaterra, é que se esperam as jogadas que podem definir uma partida a favor do time treinado por Aliou Cissé, comandante mais novo do torneio e o único negro. Ele participou da campanha história na Copa do Mundo de 2002, quando Senegal alcançou a sua melhor campanha no torneio, chegando às quartas de final.

A comparação daquele time com o atual é inevitável. "É difícil repetir a campanha de 2002, mas vamos tentar", disse Sadio Mané. O atacante está confirmado no time que também não deve ser alterado. É possível que Cissé promova a entrada do experiente volante Kouyaté, que começou no banco na primeira partida e costumava ser o capitão da equipe. Na sua ausência, Mané ficou com a braçadeira.

 

 

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