Alessandro Bianchi/Reuters
Alessandro Bianchi/Reuters

Ex-capitão da equipe, Terry anuncia aposentadoria da seleção inglesa

Apesar de deixar a seleção, Terry garantiu que ainda não pensa em deixar o futebol profissional

AE/AP, Agência Estado

23 de setembro de 2012 | 19h01

O zagueiro John Terry, de 31 anos, surpreendeu a todos na Inglaterra e, neste domingo, anunciou que não vai mais atuar pela seleção nacional. A decisão aconteceu depois que a Associação de Futebol (FA, na sigla em inglês) do país decidiu levar o jogador a julgamento por ofensas racistas a Anton Ferdinand, do Queens Park Rangers, mesmo após ele ter sido inocentado pela justiça.

"Estou anunciando minha aposentadoria do futebol internacional. Sempre dei meu máximo e quebra meu coração tomar esta decisão", declarou. "Estou fazendo este anúncio por conta do inquérito disciplinar da FA, porque sinto que a FA, ao insistir em fazer acusações contra mim mesmo após ter sido inocentado na justiça, tornou minha posição na seleção insustentável".

Terry pode ser punido pela FA se for considerado culpado no julgamento que acontecerá durante esta semana. Recentemente, o atacante do Liverpool Luís Suárez ficou suspenso por oito partidas por ofensas racistas ao lateral Evra, do Manchester United, o que também pode acontecer com o zagueiro.

Apesar de deixar a seleção, Terry garantiu que ainda não pensa em deixar o futebol profissional. "Agora estou ansioso para jogar pelo Chelsea e encarar desafios domésticos e no continente europeu. Quero agradecer os torcedores e o clube por seu apoio contínuo", disse.

A trajetória de Terry na seleção inglesa foi marcada por polêmicas. Ele deixou de ser capitão da equipe antes da Copa do Mundo de 2010, após ser acusado de manter uma relação com a mulher de seu ex-companheiro de Chelsea, Wayne Bridge. Depois, o zagueiro voltou a perder a braçadeira por conta das acusações de racismo.

Mesmo assim, ele fez questão de agradecer os técnicos que o convocaram para 78 partidas da seleção, desde 2003. "Gostaria de agradecer todos os técnicos que me convocaram para 78 partidas. Tive grande prazer e honra como todos os jogadores que joguei", comentou. "Também quero agradecer os fãs e minha família pelo apoio durante minha carreira internacional. Representar e ser capitão do meu país foi um sonho que tinha desde garoto e que se tornou uma grande honra".

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