Sérgio Neves/Estadão
Sérgio Neves/Estadão

Ex-craques de Brasil e Argentina viram personagens dos bastidores das seleções

Nomes como Taffarel e Ayala fazem parte das comissões técnicas e ajudam a passar experiência aos times

Ciro Campos, enviado especial a Belo Horizonte, O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2019 | 04h30

Os elencos atuais de Brasil e Argentina têm muito a aprender sobre a importância e o peso do clássico com alguns dos membros do mais alto escalão das duas comissões técnicas. Nomes como Taffarel, Roberto Ayala e Pablo Aimar hoje atuam nos bastidores de um clássico em que já foram protagonistas em edições anteriores da Copa América.

Sempre quando a seleção brasileira vai a campo para o aquecimento antes dos jogos, o nome de Taffarel é um dos mais gritados pela torcida. O atual preparador de goleiros foi o camisa 1 e campeão pelo Brasil de duas edições do torneio, porém fez história diante da Argentina em 1995, na campanha do vice-campeonato, no Uruguai. A participação dele foi fundamental nas quartas de final.

Apesar de ter falhado em um dos gols do empate por 2 a 2, no tempo normal, Taffarel se redimiu na cobrança de pênaltis. O goleiro defendeu as cobranças de Simeone e Fabbri para colocar o Brasil na semifinal com a vitória por 4 a 2. Outro membro da CBF com participação importante contra a Argentina é coordenador de seleções Edu Gaspar. O então meia do Arsenal bateu e converteu um pênalti na história final disputada em Lima, em 2004.

A comissão técnica argentina tem ainda mais ex-jogadores com vivência nesse clássico. O ex-zagueiro Ayala, atualmente auxiliar de Lionel Scaloni, disputou com a seleção quatro edições de Copa América, das quais em três esteve em campo em eliminações para o Brasil. A mais dolorida delas foi o vice de 2007, na Venezuela, quando o defensor marcou um gol contra na derrota por 3 a 0. Dois dias depois, ele anunciou aposentadoria da seleção.

Ayala passou a integrar a comissão técnica de Scaloni recentemente. O interino se cercou de antigos ex-colegas para fortalecer o seu trabalho. Um dos primeiros nomes a compor o grupo foi o ex-meia Aimar, atual técnico das categorias de base da Argentina e responsável por indicar e acompanhar as convocações de jovens revelações para a seleção principal.

Aimar esteve presente na derrota na final de 2007 e é um dos nomes de maior prestígio dentro da Associação de Futebol da Argentina (AFA). Outro argentino de atuação nos bastidores da seleção é o ex-zagueiro Walter Samuel. Com passagens por Boca Juniors e Inter de Milão, o atual auxiliar esteve em campo na eliminação para o Brasil na Copa América de 1999, no Paraguai.

 

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