Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Ídolos do Palmeiras divergem sobre estilo de Deyverson

Artilheiro de Felipão faz gols, mas também abusa das provocações e simulações, opinam ídolos do clube

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2018 | 05h00

Ex-atacantes do Palmeiras divergem sobre o estilo polêmico do atacante Deyverson, que já provocou os corintianos durante um clássico, simulou faltas diante do Cerro Porteño e Sport, mas que se tornou o símbolo da excelente campanha da equipe no segundo turno com gols decisivos, como os dois diante do Grêmio

Até agora, ele já tem sete gols. Todos foram marcados após a chegada do técnico Luiz Felipe Scolari, o que mostra a importância do treinador para a ascensão de Deyverson. O atacante do Alavés, da Espanha, costuma marcar um gol a cada quatro finalizações, uma marca impressionante.

Por outro lado, já foi suspenso nas três competições que o time disputava e soma quatro cartões amarelos no Brasileirão. Na partida diante do Grêmio, ele chutou a bola após o apito do árbitro e quase levou outro cartão.

“Deyverson é um guerreiro. Ele mostra amor pela camisa, chora e vibra pelo time. Ele faz o torcedor ficar alegre e está se tornando um ídolo da torcida”, defende o ex-atacante Cesar Maluco, que integrou os times da Academia entre 1960 e 1970.

Paulo Nunes, ganhador de três títulos com o Palmeiras (Copa do Brasil e Copa Mercosul, em 1998, e Libertadores no ano seguinte), afirma que o jogador tem de diminuir a vibração. “Ele tem que dar uma diminuída nessas jogadas de falta, essa vibração doentia nas partidas, isso pode atrapalhá-lo e pode atrapalhar o Palmeiras”, diz.

Para Cesar Maluco, Felipão pode encontrar uma forma de escalar Deyverson ao lado de Borja. Nas últimas partidas, Deyverson tem sido escalado na Libertadores enquanto o colombiano atua nos jogos da Libertadores. Agora, ele está defendendo a seleção colombiana. “Eu colocaria o Deyervson mais adiantado dentro da área e deixaria o o Borja atuando pelos lados. Dá para jogar com os dois”, defende o atacante.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.