Ex-dirigente alemão é absolvido após chamar Catar de 'câncer do futebol'

Um tribunal regional de Dusseldorf rejeitou uma denúncia apresentada pelo Catar contra Theo Zwanziger, que foi presidente da Federação Alemã de Futebol, por ele ter qualificado a nação do Golfo Pérsico como "um câncer do futebol mundial".

Estadão Conteúdo

19 de abril de 2016 | 11h55

Nesta terça-feira, ao rejeitar a ação, o tribunal declarou que Zwanziger exerceu o seu direito à liberdade de expressão, confirmando a decisão preliminar tomada em fevereiro.

A Associação de Futebol do Catar entrou com uma ação civil contra Zwanziger depois que ele fez suas observações em junho, por classificar a declaração como "uma calúnia e inaceitável demonização" do Catar e dos seus cidadãos.

Em sua defesa, Zwanziger argumentou que nunca teve a intenção insultar o povo do Catar, mas criticar o processo da Fifa que deu ao país do Golfo Pérsico, rico em petróleo, o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022 e foi marcado por várias acusações de corrupção, com suborno para compra de votos.

Zwanziger presidiu a Federação Alemã de Futebol entre 2006 e 2012. Recentemente, o dirigente se tornou parte envolvida na investigação sobre irregularidades na escolha da Alemanha para sediar a Copa do Mundo de 2006.

A entidade gestora do futebol do Catar solicitava uma indenização de 100 mil euros (aproximadamente R$ 400 mil) e uma ordem judicial para que Zwanziger não realizasse comentários similares no futuro. Porém, a associação não teve êxito nos seus pedidos.

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