Ex-dirigente aponta fraude no Real

Um ex-dirigente do Real Madrid apontou hoje a existência de um ?caixa dois? no clube. Juan Onieva, que foi vice-presidente do Real, enviou hoje uma carta ao presidente do clube, Florentino Pérez, onde ele justifica todos os gastos irregulares, levantados por uma auditoria, e aponta a existência de desvio de recursos.Uma auditoria realizada pela Arthur Andersen revelou um fundo de US$ 1,7 milhão escondido na contabilidade do Real Madrid. Esse fundo foi movimentado durante o mandato do ex-presidente Lorenzo Sans. Nesta carta, Onieva aponta onde foram aplicados parte dos recursos desviados do clube. Segundo o ex--dirigente, há um esquema de desvio de caixa nas bilheterias, que funciona desde 1960, e que levantou US$ 250 mil no mandato de Sanz, entre 96 e 99. ?Essa caixa tem um caráter extra-contábil e não há controle sobre ela?, diz Onieva.O dirigente disse também que o clube gastou US$ 600 mil em pagamentos de prêmios e outros gastos. ?Esses gastos eram justificados através de uma contabilidade firmada pelos dirigentes, e feitos de acordo com interesse do clube?, disse. Ou seja, foram gastos com a chamada ?mala preta?, quando se oferece dinheiro a um clube para que haja um incentivo maior em vencer algum adversário.Por último, Onieva denunciou que em 98 o Real Madrid superlotou o seu estádio, em uma partida com o Borussia Dortmund. O clube alegou à UEFA que havia 65 mil espectadores, mas havia 10 mil a mais. O dinheiro obtido com a venda de ingressos acima do limite foram parar nos cofres do Real, disse Onieva.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.