Luca Bruno/AP
Luca Bruno/AP

Ex-dirigente da Juventus recorre contra suspensão vitalícia

Luciano Moggi foi banido do futebol por manipulação de resultados 

Estadão Conteúdo

25 Março 2015 | 13h45

O ex-diretor-geral da Juventus Luciano Moggi apelará ao Tribunal Europeu de Diretos Humanos para que seja revogada a sua suspensão vitalícia do futebol. Ele evitou uma sentença de 28 meses de prisão por associação delitiva em um escândalo de manipulação de resultados, mas teve mantida o banimento do esporte, na última terça-feira, pelo máximo tribunal penal da Itália.

Moggi e outro ex-executivo da Juventus, Antonio Guiraudo, tiveram revogadas suas sentenças de prisão pelo escândalo de manipulação de resultados de nove anos atrás, conhecido como Calciopoli, pelo máximo tribunal penal da Itália, em razão do estatuto de prescrições.

Eles foram acusados de criar uma rede de contatos com dirigentes da Federação Italiana de Futebol para influir na escalação dos árbitros e acertar que jogadores-chave de outras equipes fossem punidos antes de partidas contra o clube de Turim. 

"A minha luta continua", disse o ex-dirigente de 77 anos, que sempre negou as acusações. "Eu recorrerei ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para também cancelar a pena esportiva e poder voltar ao futebol. Dois árbitros que foram acusados de fraude esportiva foram exonerados. Eu não podia cometer fraude esportiva e conspiração sozinho. Sempre dei a cara porque não temo nada", completou. 

Os ex-árbitros Paolo Bertini e Antonio Dattilo foram absolvidos, enquanto Pierluigi Pairetto, que escalava os juízes, e o ex-vice-presidente da federação italiana Innocenzo Mazzini tiveram suas sentenças eliminadas. Outro ex-árbitro, Massimo De Santis, foi o único que não teve êxito no seu recurso. Sua apelação contra uma sentença de dez meses em suspenso foi negada. 

A Juventus teve retirados seus títulos italianos de 2005 e 2006 pelo escândalo, e o time foi rebaixado para a segunda divisão, com uma penalização de 9 pontos. Na temporada seguinte, a equipe subiu para a primeira divisão. Houve penas de pontos para outros clubes.

Moggi foi condenado a cinco anos e quatro meses na decisão inicial, que foi reduzida no seu recurso. A sentença de Giraudo acabou sendo diminuída de 36 meses para 20 meses. Em 2011, a federação italiana estendeu a suspensão de cinco anos de Moggi para o resto da vida. Agora, ele tentará cancelá-la.

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