Marin tem de pagar despesa de sua vigilância

Cartola brasileiro é envolvido em esquema de corrupção na Fifa e acusado de receber propina na Copa América

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2016 | 17h00

José Maria Marin, 84 anos, foi detido na Suíça em maio do ano passado e depois transferido para prisão domiciliar nos Estados Unidos. O ex-dirigente foi envolvido em um esquema de corrupção na Fifa e é acusado de ter cometido vários crimes, entre eles o de receber propinas nas negociações da Copa América e suborno em contratos da Copa do Brasil, torneio organizado pela CBF.

O início do julgamento de Marin nos Estados Unidos, que seria em outubro de 2017, passou para novembro do próximo ano, após mudança da juíza que cuida do caso – agora, o processo está com Pamela Chen. No Brasil, ele é investigado pela CPI do Futebol, no Senado.

Marin está em prisão domiciliar em um apartamento que possui em Nova York. O imóvel fica na 5.ª Avenida, no arranha-céu Trump Tower, construído pelo magnata candidato à presidência dos Estados Unidos Donald Trump.

Para ficar em prisão domiciliar e não ser transferido para uma casa de detenção enquanto aguarda o julgamento, o ex-presidente da CBF aceitou pagar US$ 200 mil (R$ 637 mil) em espécie à Justiça americana. Com esse pagamento, ele não precisou apresentar carta de crédito exigida pelas autoridades dos EUA no valor de US$ 2 milhões (R$ 6,3 milhões).

Marin também tem de arcar com os custos de sua vigilância, que inclui tornozeleira eletrônica, câmeras de segurança instaladas na porta de seu apartamento e em todas as saídas do imponente Trump Tower.

O custo inicial desses serviços era de US$ 20 mil (R$ 63,7 mil) por semana e fazia parte do pagamento de agentes de segurança privada que ficavam dentro de seu apartamento 24 horas por dia. Em março, porém, o cartola brasileiro conseguiu acordo com a Justiça que o livrou da obrigação de ter o agente dentro do imóvel e reduziu os custos da vigilância.

No mês passado, o ex-presidente da CBF também obteve na Corte de Nova York permissão para deixar seu apartamento por até quatro dias da semana, sempre acompanhado de um segurança. Antes, a autorização da Justiça era de saída apenas uma vez por semana.

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