Ex-goleiro Carlos pode comandar a Ponte contra o Palmeiras

A Ponte Preta pode ter um técnico-interino no jogo contra o Palmeiras, quarta-feira, às 21h45, no Estádio Moisés Lucarelli, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. Ainda sem definir o substituto de Wanderley Paiva, demitido após empate com o São Bento, a diretoria admite que o time pode ser comandado por Carlos Gallo, treinador de goleiros.Carlos e o fisicultor Luis Fernando Goulart comandaram os treinos em dois períodos nesta segunda-feira. O ex-goleiro, revelado na Ponte, com passagem por Corinthians e seleção brasileira, já tem experiência como técnico. Foi campeão mato-grossense no Juventude, da cidade de Primavera d?Oeste, em 2000. Esteve depois no Universal, do Rio de Janeiro, equipe bancada pela Igreja Universal e que não decolou. Passou ainda também pelo União Bandeirante, do Paraná. No início de carreira trabalhou como técnico nas divisões de base do Guarani e XV de Piracicaba. Mas não sonha em voltar a exercer a função efetivamente: ?Sou um funcionário da Ponte Preta e fui solicitado a assumir o cargo. Mas não quero ficar definitivamente, somente um ou dois dias até chegar um novo técnico?, comentou.Se não houver uma definição até terça-feira à tarde, Carlos comandará um coletivo e poderá definir o time. Vários nomes estão em pauta para comandar a equipe campineira. Nelsinho Baptista foi o primeiro consultado, mas sua pedida foi considerada alta pelos dirigentes ? em torno de R$ 60 mil. Outros nomes foram sondados, como Vágner Benazzi, da Portuguesa, Roberval Davino, do ABC-RN, e Jair Picerni, ex-Palmeiras. Picerni aparece como favorito na disputa, por estar desempregado, mas depende de um acerto financeiro. A faixa salarial do clube para o cargo gira em torno de R$ 20 a R$ 30 mil. Paiva foi demitido após o empate com o São Bento, por 2 a 2, sábado em Campinas. O time soma quatro pontos em quatro jogos, em 13.º lugar.ReforçoEnquanto não define seu novo técnico, a diretoria apresentou como reforço o lateral André Cunha, de 27 anos, emprestado pelo Palmeiras. Na própria Ponte, em 2005, ele se destacou. Chegou como meia, mas acabou contratado pelo time da capital como lateral. Foi emprestado ao Fortaleza no Campeonato Brasileiro. Ele assinou contrato de três meses, até o final do Paulistão, com seu salário de R$ 25 mil sendo dividido entre os dois clubes.

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