Reprodução|Facebook
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Ex-goleiro do Corinthians é cotado para assumir diretoria de futebol do clube

Pressão por demissão de Flávio Adauto e Alessandro cresce após risco de usar jogador irregular e falha na transação de Pottker

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2017 | 07h01

Como se já não bastasse o processo de impeachment que enfrenta, o presidente Roberto de Andrade tem mais um problema para administrar no Corinthians, desta vez envolvendo a diretoria de futebol. A pressão de conselheiros para a demissão de Flávio Adauto e Alessandro Nunes é grande e ganhou mais força após os casos envolvendo William Pottker e Moisés, ambos na quarta-feira. O nome do ex-goleiro Yamada já é falado como possível integrante da cúpula do futebol.

O ex-goleiro foi sondado pelo menos duas vezes e conta com a simpatia do presidente Roberto de Andrade. A ideia seria que ele pudesse ajudar Alessandro e Flávio Adauto ou até substituir um dos dirigentes.

O primeiro contato para tentar contratar Yamada ocorreu em 2015, por indicação de Edu Gaspar. Embora as conversas tenham caminhado bem, as negociações se estenderam e no ano passado foi feita uma nova sondagem e pessoas ligadas a diretoria da época revela que houve o acerto entre os ex-goleiro. 

Entretanto, ele nunca assumiu o clube e sequer houve qualquer retorno dos dirigentes. Atualmente, Yamada trabalha com Marcelo Robalinho, empresário de Jadson. O ex-goleiro participou diretamente das negociações para repatriar o meia e tem bom relacionamento com os diretores de futebol do clube.

Por isso, existe uma corrente no Corinthians que defende a necessidade da contratação de um terceiro dirigente, para substituir Eduardo Ferreira, que deixou o cargo no ano passado, após a contratação de Oswaldo de Oliveira como técnico. A alegação é que Alessandro e Flávio Adauto estão sobrecarregados e por isso tem cometido tantas falhas. 

A quase escalação de Moisés no jogo com a Caldense foi vista como um erro grave e primário dos dirigentes. O lateral-esquerdo estava suspenso na Copa do Brasil, em decorrência de uma punição quando jogava no Bahia, e ninguém no clube sabia da informação. A novidade veio à tona na manhã de quarta, horas antes da partida. Se ele tivesse sido utilizado, mesmo que no banco, o Corinthians poderia ser eliminado. 

Em relação a Pottker, a visão no clube é de que os dirigentes foram ingênuos ao achar que a Ponte Preta utilizaria o atleta apenas na disputa do Estadual e também por ter divulgado que o negócio estava praticamente sacramentado - Flávio Adauto disse em entrevista coletiva que existia até a possibilidade de o jogador chegar no início do Paulista. Como Pottker jogou pela Ponte na Copa do Brasil, o clube desistiu da contratação.

Na quarta-feira, o time de Campinas divulgou nota em que nega ter conversado sobre a proibição de escalar o atacante na Copa do Brasil e que lamenta a decisão do Corinthians, já que o negócio estava certo. Pottker, agora, pode se transferir para o Internacional.

Outra negociação que desgastou a imagem da dupla foi com Drogba. O marfinense chegaria como uma ação de marketing e os dirigentes ficaram incomodados por não ter participado da negociação. Só depois da divulgação da notícia é que eles tomaram par da situação. 

O processo para a votação de impeachment de Andrade será dia 20. Até lá, dificilmente o dirigente deve tomar alguma decisão sobre seus diretores, para evitar maior desgaste. 

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